Eu não posso dar tudo de despedida misturar

O Padre- Verídico

2020.10.14 12:20 DonaBruxa_Deyse O Padre- Verídico

⚠️TEXTO LONGOOOOOO⚠️PREGUIÇOSOS PASSEM RETO⚠️
Eu contei um relato dias atrás de uma consulente de tarô. Depois desse relato, tenho recebido dezenas de relatos de pessoas contando suas experiências com Setealem. São relatos interessantíssimos e a maioria repleto de detalhes! Porém, essas pessoas, apesar de participarem de grupos como esse, sentem-se inseguras em compartilhar essas experiências devido ao modo hostil como muitos criticam e reagem, com medo de serem chamados de loucos e/ou mentirosos. Então coleguinhas, policiem-se e moderem as palavras nos comentários, tenham empatia com os que tem coragem de expor e que compartilham essas experiências. Se todos nós estamos nesse grupo é porque somos curiosos e nos interessamos pela temática. Estamos no mesmo barco e que essas histórias sejam recebidas com respeito, empatia, oportunidade para conspirarmos, trocarmos informações, etc... Não sejam cretinos!
Essa pessoa entrou em contato comigo e a abordagem foi direta, sem rodeios:
“Fui padre da Igreja Católica. Foram quatro anos de estudos de filosofia, três anos de teologia, dois anos de estágio pastoral e um ano de diaconato. Mas nenhum estudo me preparou para o que aconteceria!
Desde a infância, quando acompanhava a minha avo na missa dominical das 8 horas, soube que o Sacerdócio era minha missão. Minha avó faleceu dois dias antes da Celebração, Missa Eucarística de minha ordenação. Ela foi uma avó maravilhosa, amorosa, mãe zelosa, esposa virtuosa e fiel, devota! Mas nós familiares, mesmo amando-a, sabíamos da pessoa difícil, arrogante, preconceituosa que sempre fora. Minha mãe sempre nos contou das coisas horríveis que minha avó fora capaz de fazer em nome da família. Seus pais, meus bisavós, foram donos de fazendas de engenho e, inegavelmente, por décadas minha família se beneficiou do trabalho escravo, do uso da força, violência e poder para acumular bens e fortuna. Na cidade onde nasci, nosso sobrenome é sinônimo de tradição. Sempre senti um peso por carregar meu sobrenome. Sempre senti vergonha e pesar. Não sei explicar, mas desde que me entendi como gente e ouvia sobre nosso passado, quis ser diferente. Não poderia apagar o passado, compensar as pessoas que foram prejudicadas ou mortas por meus antepassados, mas eu posso evoluir. Para mim o sermão nas missas dominicais me fizeram acreditar que não havia coisa mais gloriosa, mais honrosa, mais nobre, que fazer parte da Igreja santa, católica, apostólica, romana, na qual me tornei membro de tão venerando corpo; que governava uma tão excelsa cabeça; que me imundava do Espírito divino, enfim, eu acreditei que o mesmo Pão dos Anjos me alimentaria nesse exílio terreno, até que eu pudesse descansar junto a Cristo nos céus. Resolvi que nada me daria maior felicidade que o Sacerdócio. Viveria pra amar o próximo, faria caridade, vivenciaria os ensinamentos de Jesus. Fiz da palavra bíblica do exemplo de Cristo, minha única verdade! Tudo o resto, blasfêmia. Minha mãe chorou durante todos os anos de seminarista. Sou o único filho. Para ela, eu ser católico era uma benção, nas padre, desperdício de vida!
Meu primeiro contato com o mundo paralelo foi no dia da minha celebração de ordenação! Enquanto, na sacristia da igreja, vestia meu paramento sacerdotal ( batina), comecei a sentir um mal estar, minha cabeça começou a girar. Respirei fundo, baixei os olhos e amarrava o cordão do franciscano na cintura, ouvi o som de um tambor. Estava preparado para aquele momento e sabia cada detalhe dos rituais que seguiriam! Tambor nenhum fazia parte dos ritos! Ao levantar o meu olhar, não estava mais na sacristia! Estava preparado para qualquer coisa naquele dia, jamais para aquilo! Eu estava literalmente no meio da rua de um lugar desconhecido! Não era possível porque estar ali ia contra tudo o que eu acreditava! Estava vestido com minha batina, numa rua, de uma cidade horrível! Tudo era sépia! Tudo era velho e tinha um odor fétido. Comecei a rezar e peguei o terço no bolso e vi surgir uma procissão! Eram pessoas diferente de qualquer ser humano que tinha visto antes. Todos eram polacos, louros, olhos amarelos e notei que os pés de nenhum deles tocavam o chão. No meio deles, minha avó amarela, loura, olhos amarelos como dos outros... mas ainda era minha avó! Ela disse: - Vai embora daqui agora! Vai embora porque não é o seu lugar! Eu rezava e pensava que era o demônio me tentando! Ouvi o tambor bater sete vezes e muito alto, seguido de um relâmpago. Ouvi alguém chamar meu nome e estava outra vez na sacristia! Desatei chorar e fui levado por um Sacerdote a uma sala onde contei o ocorrido. Ouvi um sermão, ele disse que eu era um homem de pouca fé, que bai deveria repetir aquilo pois blasfemaria e que era o demônio me provando. Resolvi calar. Depois daquilo, não me concentrei mais e durante toda a minha ordenação, vão ouvi uma palavra mais. Tempos depois, fui designado paroco de uma igreja em Campinas, São Paulo. Mas eu não era mais o mesmo, minha fé foi abalada e comecei a acreditar que existiam outras verdades. Comecei a procurar e pesquisar até chegar aos relatos de Setealem. Foi num domingo, minutos antes da missa que celebraria, dentro da sacristia da minha paróquia, enquanto vestia novamente minha batina, que acordei em Setealem.
Quando abri os olhos, estava na cidade de cor sépia do lado da minha avó! Foi ela que me mostrou toda a cidade. Foi ela que me apresentou o amor da minha vida. Foi ela que me explicou que aquela cidade era o meio. O meio é a fração de tempo entre o passado, presente e futuro. Ela contou que estava ali por merecimento. Não era castigo, era consciência! Ela me e mostrou que a vida naquele lugar não era bom nem ruim, apenas era. Contou que a Terra era desejada por ter regalias mas que não sabemos aproveitar! Contou que os que vivem ali, invejam nós que vivemos aqui. Contou que eles ficam furiosos quando atravessamos para o paralelo deles e que se sentem vigiaria por nós! Contou que eles são vigiados e que a regra é não fazer barulho para que nos não os escutemos! Contou que ” missionários escolhidos” daquele paralelo, podem se misturar conosco nosse plano. Foi ela que me prendeu por anos naquele lugar.
La, minha avó morava num casebre miserável. Faltava tudo! Ela se alimentava de restos e muitas vezes tinha vermes. A água era grossa, cheirava lama podre. Durante todo o tempo que estive ali, senti fome e sede. Ela me proibiu de tocar nas coisas, comer e beber. Segundo ela, seria veneno pra mim e esse veneno me impediria de voltar pra cá ( terra) quando fosse hora! Só soube que estive ausente por anos. Pra mim, apenas tinha estado lá por um longo dia... o dia que não acabava nunca! Minha avó também disse que todo ser desse plano, há esteve naquele outro. Contou ela que nem todos tem percepção e que nossos sonhos nunca são apenas sonhos.Todo mundo já esteve lá! Todo mundo! Foi um dia tão longo, que deu tempo de conhecer meu futuro esposo lá. Num determinado momento, minha avó sumiu. Quando voltou, estava em companhia de um rapaz tão estranho quanto os outros moradores de lá. Minha avó disse o nome dele e pediu que eu memorizasse aquele rosto. Disse que aguardavam um hospedeiro!Foi o tempo da minha avó dizer isso e eu piscar, o rapaz sumiu diante dos meus olhos! Ela pediu que eu entregasse o terço que estava no meu bolso e me entregou uma espécie de relicário feito de um tipo madeira. Me acompanhou até uma estação de trem. Essa estação era no meio do nada. Os lugares naquele paralelo, aparecem e desaparecem em frente os nossos olhos. Quando relembro essa segunda vez que estive lá, as vezes parece que andei, outras que era teletransportado de um lugar ao outro. Parecido com sonhos que num momento estamos num lugar, ora em outro. Não houve despedida! Pisquei e estava dentro do trem! Pisquei e acordei numa cama de hospital. Soube que estive em coma por cinco anos no hospital da PUCC. Minha mãe esteve ao meu lado todos esses anos. Eu nunca tive coragem de contar isso. Absolutamente ninguém soube disso até hoje. Depois de voltar, não senti vontade de continuar o Sacerdócio. Ainda fiquei duas semanas no hospital até a alta. No dia da minha alta, as enfermeiras estavam agitadas. Era uma correria, cochichos, risadinhas porque naquele mesmo dia tinha sido apresentado o novo neurocirurgião que tinha assumido a equipe. Eu estava tão absorto nos meus pensamentos e em como eu encararia minha vida. Era difícil encarar que eu perderá minha fé e crenças. Minha mãe chegou, ajudou a me vestir, calçar sapatos, pentear o cabelo. Minha mãe pendurou um relicário de madeira no meu pescoço. Tinha a uma foto amarelada de vovó dentro dele. Segundo ela, tinha sido de vovó e que rezou segurando ele na mão. Nesses 5 anos, pedia pra vovó, ampara-lá na fé e que intercedesse pela minha saúde de onde quer que estivesse. Eu estava magérrimo, pele amarelada também. Quando me olhei no espelho, vão me reconheci. Queria sair dali, dar um novo rumo para a minha vida. Esperávamos passar o tal neuro e sua junta médica para última avaliação.
Ele entrou no quarto, e então soube que não tinha estado em coma. O médico recém chegado, era o rapaz que minha avó me apresentou. Ele também tinha pendurado um relicário de madeira no pescoço idêntico ao meu. Sorrimos. Larguei a batina porque entendi que EXISTE UM SÓ PARA TODOS! Casamos há 3 anos. Juntos há 10 nesse plano. Moramos em Brasília. Aguardando nosso filho( adotamos) chegar. Militante da causa LGBTQQICAPF2K+. Minha avó não está mais no mundo paralelo. Evoluiu! Voltamos algumas vezes pra visitar a família dele no plano paralelo!
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