Casar com uma mulher brasileira

Quero deixar minha religião mas me sinto que sou um traidor

2020.05.23 17:50 yasqueenslayomg Quero deixar minha religião mas me sinto que sou um traidor

Ao contrário de muitas pessoa que cresci numa familia, cultura e religião bem fechado. Meus pais são judeus ortodoxos da oriente medio (não Israel). Alem da regras da religião, eles me cresceram com teorias e ideias tão racistas que as vezes não posso acreditar. Eles sempre dizem que negros e africanos são macacos, burros, violentos e que miscegenação e a mistura da raças não deve acontecer. Na verdade, quando era criança todas as vezes nos filmes/series que meus pais e eu vemos um casal “misto” (homem negro e mulher branca ou contrario) meus pais quiseram vomitar e mudaram o filme.
Também, há a coisa da religião. Como judeus meus pais sempre insistam e obrigam que minha mulher precisa de ser judeu, pq a Bíblia diz que herança judaica vem da mãe. Se não, eles disseram que meus filhos não serão “puros” e que vou perder meus filhos pro mundo não-judaico. Eu comecei namorar tarde na minha vida, eu sempre tive duvidas se estou fazendo a coisa certa em namorando com pessoas que não são da minha religião. Comecei de ser agnóstico/ateísta quando entrei na universidade 6 anos atras. Li sobre as contradições da bíblia, as regras que não são morais e eu parei de observer as regras e crer num deus. Mas ainda, esta regra sobre mulher, religião/etnia está me incomodando. Eu sei que logicamente não há nada errado quando duas pessoas se amam e querem se casar.
Também eu sei estas regras sobre casamento foram criados por rabinos (homens mortais) no deserto depois do exílio do judeus pelos Romanos. Mas ainda não sei pq me sinto culpado e como eu fosse um traidor. Eu não sei se estes sentimentos de culpa vêm de eu mesmo ou da forma e propaganda que meus pais me deram. Também eu sei, se uma pessoa tirar “judeu” e colocaria “branco/aryan/alemão puro” que todos nós pensaríamos que esta pessoa é bem racista. Então qual é diferença entre esta regra religiosa e as regras de Alemanha Nazista e Apartheid. Num lado eu penso, pq devo seguir esta regra da Bíblia/comunidade quando não acredito em 99,9% “regras”. No outro lado, se eu casar, estou traindo minha comunidade e cultura? Não sei. Pq a vida é tão difícil. Pq meus pais não podiam me crescer com amor sem condições, sem ódio, sem racismo, e sem julgamento.
Eu não sou do Brasil, então eu sei como esta maneira de ser crescido parece bem estranho. Mas quando eu comecei estudar português e cultura brasileira e vi uma cultura completamente contraria do que eu cresci. Quando eu morei e trabalhei lá, parece ninguém se preocupa com estas coisas de herança, cultura, herança e a “pureza” de raça. Eu sei que nem tudo do brasil é como assim e que nem tudo que brilha é ouro, mas me apaixonei com uma cultura e país que me aceitou e me amou sem condições.
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2020.03.16 20:34 Upa-upa-puxadote 15 Obras de Camilo Castelo Branco em epub

São 15 epubs. Alguns são romances, outros são peças de teatro.
«A caveira do Mártir» - Publicado em 1876, o romance “A Caveira da Mártir” foi um dos maiores sucessos comerciais da carreira literária de Camilo Castelo Branco, quando ainda era vivo e, tal como muitas das obras camilianas, é baseada em casos reais e históricos. Mas, ao contrário de outros romances, que seguem somente uma história linear, aqui é explorado um entrelaçado de histórias, interligadas pelas acções e domínio da Santa Inquisição na justiça portuguesa e da aplicação da pena capital.
«Mistérios de Lisboa» - Publicado num jornal portuense, em 1853. Enredo: Pedro é um órfão de 14 anos, aluno de um colégio católico. Na sua procura pela identidade dos seus pais vai conhecer a trágica história da vida de ambos. À sua volta, várias histórias, entrelaçadas e interligadas, que atravessam todo o século XIX sobre 40 diferentes personagens: amor, paixão, crime e adultério, onde cada um tem o seu papel no destino dos outros.
«A Queda de Um Anjo - Publicado em 1866, esta história sobre a corrupção moral é uma dos mais célebre romances satíricos de Camilo Castelo Branco e também um dos mais divertidos e cómicos. A temática da história é simples: o poder corrompe; e a ostentação, o adultério e a personalidade de “vira-casacas” são corolários dessa corrupção. Enredo: Calisto Elói, um morgado minhoto provinciano de elevados valores morais é convidado para ser deputado em Lisboa, acabando assim por se deixar corromper pelo luxo e pelo prazer que imperam na capital.
«O Judeu» - Publicado em 1866, a obra “O Judeu” de Camilo Castelo Branco é um romance histórico de homenagem àquele que se tornou na figura representativa dos milhares de judeus portugueses que morreram pela Inquisição entre 1540 e 1794, em Portugal. Enredo: História da vida trágica de António José da Silva, o mais famoso dramaturgo português do seu tempo que acabaria posteriormente por morrer na fogueira às mãos da Inquisição.
«O retrato de Ricardina» - A obra foi escrita em plena guerrilha literária, que opôs os escritores românticos da velha guarda, aos jovens estudantes de Coimbra, que defendiam um novo tipo de literatura na chamada “Questão Coimbrã”. Curiosamente, Camilo escreveu este romance com o intuito de parodiar os movimentos literários do Realismo e do Naturalismo, mas o resultado foi uma obra que faz um fresco da condição da mulher da época, com poucos direito e sem grandes liberdades. Enredo: Bernardo, um jovem humilde, que na infância era pastor e aprendiz de pintor, fica subitamente rico com uma herança que recebe. Após formar-se em Coimbra e voltar à sua terra, na freguesia de Espinho, apaixona-se pela bela Ricardina, filha do Abade da região, um homem poderoso, influente e vingativo que recusa que a filha se relacione com alguém das suas origens. Os dois fogem, sempre perseguidos pelos capangas do pai da rapariga.
«O Morgado de Fafe em Lisboa» - Peça de teatro. Enredo: O Barão e a Baronesa de Caçurrães querem casar a filha, extremamente pretenciosa, com um pretendente rico mas a rapariga não acha nenhum dos pretendentes dignos dela. No entanto quanto mais se descobre sobre a personalidade da mesma, mais se percebe que ela é que não é digna dos pretendentes.
«A Bruxa do Monte Córdova» - Publicada em 1867, esta novela Camiliana tem como pano de fundo a guerra civil que ocorreu entre 1831 e 1834, e opôs os defensores de D. Pedro I e da sua filha D. Maria II, liberais e constitucionalistas, aos defensores de D. Miguel I, os absolutistas e tradicionalistas. Mas a acção principal em si relata-nos uma história de amor trágico que define bem a época conturbada em que se vivia, falando principalmente da falta de carácter dos representantes da igreja, enquanto instituição, que incentivavam o fanatismo e o histerismo religiosos e davam azo a intrigas e convulsões sociais.*
«A Brasileira de Pranzins» - Enredo: Marta de Prazins, chamada de “A brasileira” pois está prometida, pelo pai, a um tio que fez fortuna no Brasil, apesar de ter José Dias como seu apaixonado.
«Amor de Perdição» -A mais popular obra de Camilo Castelo Branco, que lhe conferiu fama, popularidade e que o consagrou como um dos mais relevantes escritores românticos portugueses. Foi escrita, segundo o autor, em apenas 15 dias, no ano de 1861, enquanto esteve preso na cadeia da Relação, na cidade do Porto, por se ter envolvido num escândalo de adultério.
Enredo: Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, dois jovens enamorados de famílias rivais da cidade de Viseu do século XIX, mantêm um namoro proibido com consequências trágicas e mortais, não apenas para ambos mas também para aqueles que os rodeiam.
«Amor de Salvação» - Amor de Salvação, obra de Camilo Castelo Branco, publicada em 1863, é uma novela passional, considerada pela crítica uma das obras mais bem acabadas do autor. Enredo: Amor de Salvação conta a história da relação conturbada entre Afonso e Teodora, que tinham sido prometidos um ao outro, desde o momento que nasceram.
«Coração, Cabeça e Coração» - Romance que conta a história de Silvestre da Silva, em três grandes fases da sua vida. Uma primeira em que ele dedica os seus amores e às “coisas do coração”, às quais ele depois diz ser uma “tolice brava”; a uma segunda fase ao “intelecto” e. finalmente a uma terceira em que afirma render-se aos apelos do estômago até morrer.
«Onde está a Felicidade» - Publicado em 1856, o romance Onde Está a Felicidade? é um retrato fiel da sociedade da época, caracterizada pela importância do dinheiro e do estatuto como forma de promoção social. Trata-se de um romance onde impera a crítica à sociedade, representada pelas figuras de Guilherme do Amaral, que simboliza a riqueza, e de Augusta, que personifica a população de parcos recursos. Enredo: A história da busca da felicidade por parte de Guilherme e Augusta. Ambos apaixonam-se e tornam-se amantes, no entanto, Guilherme abandona a jovem, seduzido pela beleza de uma prima sua e Augusta irá perceber que a felicidade não é fácil de encontrar
«A doida do Candal» - Enredo: Quando Simão Peixoto ameaça a sua irmã Lúcia com o convento para que possa ficar com as heranças que por direito são dela, esta pede ajuda ao seu primo Marcos Freire. Com ajuda de José Osório este consegue retirá-la para casa de umas parentes. Furioso, Simão quer vingança, e tanto provoca Marcos que acaba por se bater em duelo com ele, matando-o. Quando a notícia chega a Maria da Nazaré, com quem Marcos tem um filho, esta enlouquece, ficando conhecida como a doida do Candal.
«O Lobisomem» - Peça de Teatro = Enredo: Uma aldeia localizada nas serras de entre Douro e Minho vive assombrada com as aparições de um lobisomem que ronda as imediações da povoação. Entre o medo e o mistério, resta ao povo tentar descobrir a quem dos vizinhos recaiu tamanha maldição.
«A Sereia» - Uma novela de Camilo muito popular no tempo da sua publicação mas que acabou por ser relegada para o esquecimento dentro da vasta lista de obras camilianas. Enredo: A trágica história de Joaquina Eduarda, cantora de palco a quem chamavam “A Sereia”.
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2020.01.14 22:17 darthvader008 Como ser um Bosta na vida S2

Bom, primeiramente... Olá a todos os leitores, obrigado por tirar um tempinho de suas vidas para ler algo sem graça de alguém mais sem graça ainda!
Bom, sou um Jovem senhor de 28 anos (recém completados) moro em uma cidade turística, cheio de mulheres bonitas, nem sempre morei aqui, mas vamos ao que interessa. apesar dos meus 28 anos, só tive 3 parceiras sexuais ( em nenhuma cheguei ao orgasmo kkk irônico, eu sei) das três parceiras sexuais...
The first one: Prostituta em uma cidade vizinha, tava muito escuro no quarto, ela era muito baixinha e a mão dela parecia a mão de uma anã (confesso que me deu um certo nojo, desculpa a todos os anões, eu tenho 1,90m de altura) não foi um sexo bom por vários motivos
1- Ela é prostituta, paguei 150 reais pra perder a virgindade aos 25 anos de idade '-' pqp. 2- O rancor de mim mesmo por passar por aquilo, foi degradante. 3- A ressaca moral no outro dia foi terrível, se eu pudesse eu queria minha virgindade de volta.
A segunda: Uma senhora que foi no meu trabalho pedir meu número para meu colega de trabalho (eu o amaldiçoou até hoje por ter dado meu número) ela é uma velha que queria uma relação duradoura, eu desde o começo nunca quis nada com ela, mas eu sou tão pateticamente tímido que não tinha coragem de dizer à ela, ela queria casar e tudo, com ela também não cheguei ao orgasmo, passamos a noite conversando e no outro dia não mandei uma mensagem sequer e dei block nela no whatsapp. não era o que eu queria, fiquei novamente com o rancor de mim mesmo e nesse tempo eu namorava com uma moça do país de gales (relacionamento a distância) fiquei ainda pior por ter traído a Galesa A terceira: uma vez um rapaz foi no meu trabalho e estava me contando sobre uma mulher que mandava nudes, a mulher tinha seus 41 (e eu 26) ela gorda baixa e morena, bem morena, o sexo foi horrível de várias formas, mas culpo principalmente por ela não poder fazer as posições que eu queria fazer kkkk me arrependo também por ter ido lá, também dei block e nunca mais vi.
Minha vida amorosa é bem patética, todas as mulheres que posso dizer que foram "minhas namoradas" foram de relacionamentos à distância: 1- Aseel ( moça muçulmana linda que mora na Palestina) separamos porque eu sou pobre e não posso ir pra lá 2- Brandi (americana de Indianapolis) só comecei um relacionamento com ela por pena, devo admitir, ela se sentia sozinha 3- Annalise (a Galesa que citei antes) muito linda, nos separamos porque ela é linda e eu um ciumento chato que nunca poderia ir pra gales por falta de dinheiro. 4- Huda (Egípcia linda linda kawaii linda linda linda, muçulmana linda, já falei que ela é linda?) Essa foi antes da Annalise, nos relacionamos por mais de 2 anos, sinceramente nunca amei alguém assim antes, por ela eu me converti ao ISLAM, por ela eu faria tudo mesmo, não só porque ela era linda com ou sem Hijab, mas sim porque ela é tão meiga, fofa, simpaticamente perfeita e maravilhosa, a nossa separação veio porque obviamente a distância... eu mentia muito pra ela sobre muitas coisas, só pra não deixar ela perder o interesse por mim, mas mesmo se eu dissesse a verdade ela ainda me amaria, eu sei disso, tanto que depois que nos separamos eu disse muitas coisas e ainda assim ela me respeitava e falou ainda que me amava, que até moraria debaixo da ponte comigo se fosse o jeito e a separação não foi devido ao casamento arranjado que a mãe dela arrumou pra ela, coração partido em milhares, mas também não esperava que ela ficasse comigo pra sempre no telefone, espero que ela esteja feliz 5- Ana (A única brasileira da lista) não tenho nem o que falar dela, estamos atualmente ainda juntos, ela como a Annalise tem uma filha (ambas as filhas se chamam Laura) amo muito, mas amo de paixão essa, ela mora longe do estado que eu moro, ela é linda, ela é meiga, gostosa, perfeita, maravilhosa, a primeira brasileira em quem eu pude dizer que tenho paixão e ela tem por mim, a primeira brasileira a querer estar comigo, estamos ainda juntos nem sei porque, nós nos falamos muito pela parte da manhã, quando estou trabalhando, porque a tarde o marido dela chega '=' ... Exatamente isso, ela é casa ainda com o pai da filha dela, ela alega não gostar mais dele e tudo, eu ajudo ela de todas as formas possíveis, ah como eu amo essa garota, ela quer que eu vá para o estado em que ela mora para nos conhecermos, mas ela já diz que vai querer ficar comigo pra sempre, eu amo demais ela... mas além do marido dela, há ainda os problemas devido as minhas mentiras... algumas delas... eu disse que tenho carro (disse antes de ter, agora eu tenho) nem tenho habilitação, eu sou diabético e em 2 anos nunca disse pra ela, eu tenho emprego, sou frentista de um posto, nunca disse a ela, falei que trabalho com outra coisa, disse pra ela que eu moro só, mas na verdade moro com toda minha família, irmãs, sobrinhas, irmão, mãe e durmo no mesmo quarto que minha mãe (patético né? calma que ainda fica pior) um dos motivos que me fazem ficar como estou é o fato de talvez o pessoal não se dar bem sem mim, pois dou 100% do meu salário pra minha mãe, ela paga as contas, compras as coisas, eu trabalho e fico na internet, não tenho amigos ou vida social, sou feio pra xuxu. sempre que falo sobre sair de casa vem aquelas chantagens emocional, a tristeza de deixar minha mãe (que tá inteirona, não tá velhinha, tem só 52) Eu penso comigo, será que a Carol ainda me aceitaria se eu dissesse a verdade? as vezes me sinto horrível por mentir pra ela, me sinto um lixo por dizer que vou pra lá, mesmo não podendo ir ou nem sei se é porque não quero, eu me odeio por fazer ela querer alguém como eu.
Um pouco sobre minha vida além do que eu já falei, quando eu tinha 19 descobri que tinha diabetes, fiquei em coma por 3 dias e tomo insulina 2x ao dia, sou pobre, pago aluguel, mas não é tão miserável minha vida agora quanto era antes.
eu realmente quero a brasileira na minha vida, apesar de eu nunca querer ter filhos, eu quero estar com ela e a filha dela e criar como se fosse minha, não sei se como adulto responsável pela casa eu me daria bem, já que só fico em casa e não faço nada além de sair pra trabalhar, aos 19 anos eu fazia ciências contábeis, fiz dois anos e me mudei para o centro-oeste (morava no norte)
gostaria de alguns conselhos realmente efetivos, não quero me relacionar com ninguém que não seja a moça que já tenho relacionamento a distância, que comparado as outras, não vou gastar dinheiro com passaporte e visto. recentemente fiz vestibular pra ADM, o resultado sai no próximo dia 20 de janeiro
Mais sobre mim: Sou ou fui inteligente, sempre gostei de estudar, mas por preguiça (acredito eu) dei uma parada, assisto muito anime (animação japonesa muitas vezes baseadas em mangás) mesmo sendo um adulto de quase 30, meus amigos de verdade moram no norte, eu nunca bebi nem fumei... não, eu não sou religioso, sou ateu desde os 16, não tenho costume de ficar chorando, fico mais me masturbando pra aliviar a pressão de ser um ser humano patético. Na maior parte do tempo me sinto um inútil e um desperdício de oxigênio, acho que sou um mentiroso, mentia (ainda minto) sobre estar cursando licenciatura em química para o pessoal do meu trabalho, se bem que frentista é tudo fdp, então não importa.
PS: depois de digitar isso, percebo que minha vida é uma bosta por culpa exclusivamente minha, affs.
Obrigado novamente a você que leu, espero que fique bem.
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2020.01.03 03:22 altovaliriano Os ancestrais de Dunk

Em um post anterior, já havia tratado dos descendentes de Dunk e como a notícia de que poderia haver quatro deles mexe com o imaginário do fandom (inclusive, há aquele excelente artigo de Felipe Bini no portal Gelo & Fogo).
Contudo, a partir de A Espada Juramentada começa a ficar claro que não é somente a família futura de Dunk que desconhecemos. Em determinada altura, Egg está fazendo um discurso contra Daemon Blackfyre e Corvo de Sangue, dizendo que todos os bastardos são mal-nascidos e farinha do mesmo saco, quando Dunk o interpela:
– Egg – ele falou –, já pensou que eu posso ser um bastardo?
– Você, sor? – Aquilo pegou o menino de surpresa. – Você não é.
– Posso ser. Nunca conheci minha mãe, ou soube o que foi feito dela. Talvez eu tenha nascido grande demais e a matado. Mais provável que ela fosse alguma puta ou garota de taverna. Não se encontram senhoras bem-nascidas na Baixada das Pulgas. E se ela chegou a se casar com meu pai... bem, o que aconteceu com ele? – Dunk não gostava de lembrar de sua vida antes de Sor Arlan o ter encontrado. – Havia uma casa de pasto em Porto Real onde eu costumava vender ratos, gatos e pombos para o guisado. O cozinheiro sempre afirmou que meu pai era algum ladrão ou larápio. “É provável que eu o tenha visto enforcado”, ele costumava me dizer, “mas talvez só o tenham mandado para a Muralha.” Quando era escudeiro de Sor Arlan, eu perguntava para ele se não podíamos ir naquele caminho algum dia, para pegar serviço em Winterfell ou em algum outro castelo nortenho. Eu tinha essa ideia de que, se conseguisse chegar à Muralha, talvez encontrasse algum velho, um homem realmente alto que se parecesse comigo. No entanto, nunca fomos. Sor Arlan dizia que não havia sebes no norte e que todas as florestas eram cheias de lobos. – Ele negou com a cabeça. Resumindo, é provável que você seja escudeiro de um bastardo.
Pela primeira vez, Egg não tinha nada a dizer. [...]
(A Espada Juramentada)
É interessante que Martin tenha usado um longo parágrafo para que Dunk apresentasse algo sobre seu passado, quando a maior explicação que deu em “O Cavaleiro Andante” se limitava a uma linha:
Um cavaleiro andante não pode desafiar um príncipe. Valarr é o segundo na linha de sucessão ao Trono de Ferro. É filho de Baelor Quebra-Lança, e seu sangue é o sangue de Aegon, o Conquistador, e do Jovem Dragão e do Príncipe Aemon, o Cavaleiro do Dragão, e eu sou um garoto que o velho encontrou atrás de uma loja de vasos na Baixada das Pulgas.
Sua cabeça doía só de pensar naquilo.
(O Cavaleiro Andante)
Aqui a tradução brasileira deixou os leitores na mão. A “loja de pasto” de A Espada Juramentada e a “loja de vasos” de O Cavaleiro Andante são a mesma loja. No original em inglês, a expressão é ‘pot shop’ que se traduz corretamente como casa de pasto (uma mistura de taverna com restaurante).
De todo modo, o que merece destaque é que GRRM parece estar caminhando a passos lentos (porém largos) em direção ao passado de Dunk. Reparem como A Espada Juramentada termina com um diálogo em que Egg sugere que eles não vão atrás de seu pai (Maekar), mas atrás do pai de Dunk (usando a palavra ‘alta’ para fazer jogo de palavras):
– Solarestival é para o sul. Seu pai.
– A Muralha é para o norte.
Dunk olhou para ele.
– É um longo caminho a percorrer.
– Tenho um cavalo novo, sor.
– É verdade. – Dunk teve que sorrir. – E por que quer ver a Muralha?
– Bem – Egg respondeu. – Ouvi dizer que é alta.
(A Espada Juramentada)
Por outro lado, após a parada nas Terras Fluviais durante a terceira novela (O Cavaleiro Misterioso), GRRM tinha a intenção de prosseguir a história com um novo conto possivelmente ambientado no Norte, cujo título de trabalho era “She-Wolves of Winterfell”. Deste modo, fica parecendo que a procura do pai de Dunk acabou por se tornar uma sidequest.
Entretanto, isso não resolve a pergunta: quem seriam os pais de Dunk?
Eu duvido que a origem do cavaleiro envolva sangue valiriano. Falar isso pode parecer óbvio, mas é necessário que descartemos essa opção logo, pois nosso fandom tem o péssimo costume de ver Targaryens Secretos em todos os personagens (mesmo aqueles cuja ancestralidade é patente).
Por outro lado, ainda que Dunk seja fruto de um relacionamento extraconjugal de algum nobre, é extremamente improvável que qualquer evidência disto passe a fazer parte da história de Dunk & Egg de forma significativa. Em outras palavras, possivelmente seria uma revelação vazia.
Ainda assim, uma questão permanece. Uma vez que a estatura de Dunk é um diferenciador e não parece ser fruto de problemas com a glândula pituitária (como é o caso de Sor Gregor Clegane), então algum dos pais de Dunk deveria ter uma altura notável, não?
Na verdade, não. Eu mesmo tenho quase a mesma altura que Dunk e ambos os meus pais são bem menores do que eu. Na verdade, até meus tios e avôs não tem uma estatura de destaque. Contudo, há pessoas grandes em minha família a partir da minha geração.
Se descontarmos a modificação que a dieta moderna causou na população humana, esta observação sobre meus irmãos, primos e sobrinhos pode indicar um caminho interessante. Ao invés de esperarmos encontrar um homem ou mulher grande e lhes atribuir a paternidade ou maternidade de Dunk, seria mais coerente que Dunk encontre algum irmão.
Um homem ou mulher de grande estatura e idade próxima, que se assemelhe a Dunk, seria uma caracterização de parentesco mais verossímil do que seus pais. Inclusive, seria possível que a pessoa tivesse conhecido um dos genitores de Dunk e nós só ficássemos sabendo sobre eles via informações de segunda mão (algo que GRRM adora).
Por outro lado, independentemente do tipo de parente que Dunk venha a encontra nesta busca, nada garante que a recepção será amistosa.
Pode ser que o alto cavaleiro consiga verdadeiramente encontrar uma parte de sua família biológica, mas essa pode não ter nenhum ponto em comum com os valores que Dunk aprendeu enquanto crescia.
Isso poderia gerar um conflito interno interessante, já que Dunk poderia vir a perceber o quanto ele prefere a figura de Sor Arlan como ancestral.

Vocês acham que Dunk encontrará pistas de sua ancestralidade em livros futuros? Ou mesmo que encontrará alguém de sua família?
Caso acreditem, que tipo de pessoa pensam que eles são? Como pensam que seria este tipo de encontro?
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2019.11.01 03:26 altovaliriano Uma libélula entre os juncos

A Dragonfly among the Reeds é o nome de um teoria elaborada por Ibbison from Ibben, usuário do Forum of Ice and Fire. Ela postula que, GRRM teria usado uma metáfora visual em O Cavaleiro Andante para indicar que os membros atuais da Casa Reed da poderiam ter um ancestral da Casa Targaryen.
A metáfora estaria nesta passagem:
Sentou-se nu sob o olmo enquanto se secava, desfrutando o calor do ar de primavera na pele, enquanto observava uma libélula que se movia preguiçosamente entre os juncos. Em alguns lugares é chamada de mosca-dragão. Por que teria esse nome?, ele se perguntou. Não parece em nada com um dragão.
(O Cavaleiro Andante)
Aqui, a tradução brasileira fez uma adaptação para tentar refletir o significado literal da palavra inglesa para libélula (dragonfly): mosca-dragão. Isso foi bem apropriado, já que um dos filhos de Aegon V (Egg, para os íntimos) é apelidado como Príncipe das Libélulas também em razão do trocadilho com dragão.
Outra coisa que se perde com a tradução (não estou criticando, apenas constatando) é que a palavra "reed" quer dizer "junco", em português. Assim, a libélula nos juncos aludiria a um Targaryen entre os Reeds. E o príncipe Duncan nasceria somente um pouco mais de 10 anos depois de Dunk ter observado esta cena em Vaufreixo.
Duncan, o Pequeno, quebraria o pacto de noivado feito por Egg para se casar com Jenny de Pedrasvelhas e por isso foi removido da linha de sucessão à Coroa. Ele morreria no Incêndio em Solarestival anos mais tarde, um acontecimento do qual ele supostamente teria uma parcela de culpa, pois ele "amou tanto Jenny de Pedravelhas que deixou de lado uma coroa, e Westeros pagou o dote da noiva em cadáveres" (ADWD, O Derrubador de Reis).
O autor da teoria argumenta que a impressão geral é a de que Jenny fosse uma plebeia, mas que, na verdade, não há nenhuma evidência confiável de que isso fosse verdade. De fato, enquanto As Crônicas de Gelo e Fogo não determinam sua origem, "O Mundo de Gelo e Fogo" abertamente lança uma aura de mistério sobre Jenny:
Duncan se apaixonou por uma garota desconhecida, adorável e misteriosa, que chamava a si mesma de Jenny de Pedravelhas. Embora morasse entre ruínas quase desertas e afirmasse descender de reis dos Primeiros Homens há muito desaparecidos, o povo das vilas ao redor zombava dessas histórias, insistindo que ela era apenas uma camponesa meio maluca, e talvez até uma bruxa.
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Aegon V)
Portanto, podemos ver que quem "insistia" na origem humilde de Jenny eram os camponeses que vivam ao redor de Pedrasvelhas, sem qualquer evidência que sustentasse isso. Assim, baseado na cena de O Cavaleiro Andante, o autor da teoria propõe uma hipótese curiosa: E se Jenny fosse uma cranogmano, possivelmente até a avó de Howland Reed?
Há indícios de que Jenny poderia não ser nativa de Pedrasvelhas.
Primeiro, porque, mesmo que as ruínas fossem "quase desertas", as histórias do povo da vila são imprecisas, diferentemente do que se esperaria se ela tivesse nascido na região.
Segundo, os Mudd, que reinavam em Pedrasvelhas, foram extintos na Conquista dos Ândalos, milênios antes de Jeyne ter nascido. Então, o autor da teoria especula que o local mais óbvio para onde os Mudd sobreviventes teriam migrado seria ao Norte do Gargalo, que estava a salvo da invasão dos Ândalos. Ele até levanta a questão de que os cranogmanos serem chamados de "homens da lama" ("mudmen", em inglês) poderia ser um indicativo desta ancestralidade.
Terceiro, havia uma anã que acompanhava a garota na corte. Jenny achava que ela uma dos filhos da floresta (mas que tinha reputação de bruxa). Muitos suspeitam que esta mulher seja o Fantasma de Coração Alto, que é ligada de alguma forma aos Filhos da Floresta. Contudo, independentemente de sua identidade, o fato de estar na companhia dessa anã sugere que Jenny seria uma adoradora dos Deuses Antigos, algo raro no sul, mas muito comum no Norte, ainda mais forte no Gargalo, onde os cranogmanos eram conhecidos por serem muito próximos dos Filhos.
Quarto, as Casas do Gargalo, até mesmo a Casa Reed, são casas tão irrelevantes em poder e influência que o casamento do herdeiro real com uma cranogmana seria algo a ser mal visto, mesmo se Aegon V já não houvesse pactuado o noivado de Duncan com a filha de Lyonel Baratheon.
Mas esta teoria tem alguns obstáculos a vencer, tais como:
  1. não há informações de que Duncan e Jenny tenham tido descendentes;
  2. Jenny nunca foi descrita como sendo uma cranogmana (ou seja, não tendo traços físicos característicos);
  3. nenhum dos filhos de Howland Reed tem qualquer traço físico que indique descendência Targaryen.
Mas nenhum desses obstáculos parecem realmente intransponíveis. Não haver detalhes sobre descendentes de Duncan, descrições físicas de Jenny ou traços Targaryen em Jojen e Meera não são fatores excludentes. Na verdade, a teoria vai muito bem até aqui. Mas dá uma escorregadela quando inventa de explicar as possíveis implicações dessa teoria nos eventos de As Crônicas de Gelo e Fogo.
O autor lista as seguintes potenciais influências na tramas (todas patéticas, a meu ver):
  1. Sonhos de dragão levaram Howland Reed à Ilha das Caras;
  2. Howland foi a Harrenhal para encontrar o primo Rhaegar;
  3. Aerys perseguiu o cavaleiro da árvore que ri porque ele seria pró-dragonfly;
  4. Howland ajudou Ned a derrotar os Dayne na Torre da Alegria porque Dayne não podia atacar aqueles de sangue real, do mesmo modo que Baelor Quebra-lanças fez em Vaufreixo;
  5. Howland desapareceu depois da Rebelião, pois sabia que Robert perseguiria aqueles com sangue Targaryen;
  6. Corvo de Sangue convocou especificamente os Reeds para ajudar Bran porque tinha o mesmo sangue que ele;
  7. A teoria da "Pasta de Jojen" seria uma forma de magia com "sangue de rei" [tratarei dessa teoria algum dia];
  8. Meera seria uma noiva adequada a Jon Snow, pois teriam sangue de dragão e nortenho.
Em uma nota mais interessante, porém, o autor analisa como a prole de Duncan e Jenny criaria uma situação legal única.
Uma vez que seus filhos não poderiam carregar o sobrenome Targaryen, é muito provável que eles levassem o nome da mãe. Portanto, caso o casal tivesse algum descendente seria natural que este tipo de arranjo fosse feito após a morte de Duncan. Até mesmo pela Coroa -- já que, ao adotar o sobrenome da mãe, eles não poderiam se tornar um problema para os descendentes dos Targaryen no futuro.

E aí? Vcs veem potencial nesta teoria?
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2019.06.01 16:42 ReinhardtWVWB Jessé de Souza, sobre o Brasil

Não se entende o Brasil sem compreender a função do racismo “racial” entre nós. Não existe preconceito mais importante entre nós, já que ele tem o poder de definir e articular as relações entre todas as classes sociais no nosso país. É este preconceito que comanda a continuidade da escravidão com outros meios. Como esse mecanismo funciona na realidade cotidiana? Minha tese é a de que a escravidão, tanto no seu sentido econômico de exploração do trabalho alheio como no seu sentido moral e político de produção de distinções sociais, se manteve “na prática” inalterado desde a abolição da escravatura.

Fundamental para compreender este estado de coisas é a função que o ex-escravo abandonado e humilhado vai ter na sociedade pós-escravocrata. O ex-escravo é afastado do mercado de trabalho competitivo e passa a desempenhar as mesmas funções humilhantes e indignas que exercia antes. Seja tanto as funções de trabalho sujo, pesado e perigoso, para os homens, quanto as funções domésticas do antigo “escravo doméstico”, para as mulheres, as quais reproduzem todas as vicissitudes da antiga relação senhoescravo. Faz parte do âmago desta relação não só a exploração do trabalho vendido a preço vil, mas também a humilhação cotidiana transformada em prazer sádico para o gozo frequente e para a sensação de superioridade e a “distinção social” das classes média e alta.

Mas isso tudo não é nem sequer o principal. Os negros na base da pirâmide social brasileira sempre desempenharam uma função semelhante à casta dos intocáveis na Índia. Como nota Max Weber no seu estudo clássico sobre o hinduísmo, os intocáveis possuem a função de legitimar toda a ordem social hindu na medida em que todas as outras castas, mesmo as inferiores, são distinguidas positivamente em relação aos intocáveis.

Como a “distinção social”, ou seja, a sensação de se saber “superior” a outros é tão importante na vida social quanto o dinheiro e a necessidade econômica, isso significa que uma classe social na qual todos podem pisar, humilhar, violar, agredir, e, no limite, assassinar sem temer consequências satisfaz, a uma necessidade primitiva fundamental a todas as classes acima dela. É óbvio que uma sociedade deste tipo não é apenas desumana, desigual, primitiva e tosca, mas também, na pior das hipóteses, burra, já que reproduzir a exclusão social produz insegurança, pobreza e instabilidade social para todos. Entretanto, este é o DNA da sociedade brasileira.

É importante notar que, paralelamente à condenação do negro à exclusão, o país passa a implementar a política abertamente racista da importação de imigrantes europeus brancos, na imensa maioria italianos, precisamente como no caso da família do excelentíssimo presidente Jair Bolsonaro. Uma parte considerável destes “neobrasileiros” ascende rapidamente, alguns inclusive à elite de proprietários e de novos industriais, mas boa parte irá constituir a classe média branca de grandes cidades como São Paulo. Nas outras grandes cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e Recife, os portugueses exerceriam o mesmo papel do italiano em São Paulo.

O imigrante branco, na maioria o italiano ou o português, irá constituir no Brasil, ao mesmo tempo em aliança e a serviço da elite de proprietários, uma espécie de “bolsão racista e classista” contra os negros e pobres que constituem a maior parte do povo. Para a elite, isso significa a oportunidade de criminalizar e estigmatizar a soberania popular no nascedouro com a cumplicidade das classes médias e garantir só para si o orçamento do Estado via juros escorchantes, “dívida pública”, sonegação de impostos e outros assaltos legalizados. Para as outras classes, o preconceito universal contra o negro e ex-escravo permite a construção de uma frente comum para a manutenção de uma distinção social positiva contra os negros, o que eterniza o abandono, a humilhação, e o genocídio desta raça/classe como política pública informal.

Mais interessante ainda para nossos propósitos aqui é a função do racismo contra o negro para os imigrantes que não lograram sucesso econômico na nova terra. Muitos imigrantes não conseguiram ascender à classe média verdadeira nem à elite. Boa parte vai constituir uma zona cinza que inclui a classe trabalhadora precária e o que poderíamos chamar de “baixa classe média”. O cotidiano de muitos destes não difere muito da vida do negro e do pobre brasileiro. Moram eventualmente no mesmo bairro e passam privações materiais. É precisamente nesta faixa social que o preconceito de raça é ainda mais importante. Afinal, a única distinção que este pessoal tem na vida é a “brancura” da cor da pele para exibir contra o negro.

Entrevistando pessoas desta classe social no interior de São Paulo descendentes de italianos, como Bolsonaro, e alguns que inclusive moram onde ele nasceu para meu livro “A classe média no espelho”, notei um racismo que não tem nada de cordial. Bolsonaro é filho da baixa classe média de imigrantes para os quais a carreira no exército ou na polícia era a promessa de ascensão segura ainda que limitada. Neste contexto, não se casar com um negro ou com uma negra é a regra familiar mais importante e mais rígida. Aqui, o preconceito puro, o orgulho da cor da pele e da origem é a única distinção social positiva ao alcance. Se a elite e a classe média exploram economicamente – além de humilhar – os negros, aqui só se pode humilhar. Enfatizar uma distância social quase inexistente do ponto de vista econômico exige um racismo “racial” turbinado e levado às últimas consequências.

Este é também precisamente o caso do “lixo branco” norte-americano que ajudou a eleger Trump, o objeto do desejo e de imitação de Bolsonaro. Os brancos do Sul dos EUA, inferiores social e economicamente aos brancos do Norte, são, por conta disso, como uma espécie de “compensação” da riqueza inexistente, os racistas mais ferozes e ativistas de uma “Ku Klux Klan” que assassinava e linchava negros indiscriminadamente. Este é o caso de Bolsonaro e de seus seguidores no Brasil. E o que é a “milícia” carioca, com a qual Bolsonaro e seus filhos estão envolvidos até o pescoço, se não a Ku Klux Klan brasileira, que existe para explorar e matar negros e pobres, os supostos “bandidos” das favelas?

Embora a elite e a classe média real e canalha também tenham votado nele, sua real base de apoio é o “lixo branco” brasileiro, próximo do negro e por conta disso ávido por criminalizá-lo, estigmatizá-lo como bandido e por assassiná-lo impunemente. A associação com a milícia, a tara pelas armas e o discurso de ódio são para matar o preto e o pobre. O que está por trás de Bolsonaro é racismo “racial” mais cruel e expresso do modo mais aberto e canalha que se viu. O ódio à universidade pública está também ligado ao fato desta, agora, ter sido “invadida” por negros e pobres. Essa gente não estaria lá para estudar. Só poderia ser para fazer balbúrdia. Urge cortar as verbas para isso.

A irracionalidade de Bolsonaro, sua loucura e sua idiotice são a expressão perfeita do ódio racial brasileiro. O ódio que não se explica racionalmente, nem apenas por motivos puramente econômicos. O ódio do racista que se vê como fracasso social é um ódio de morte. Ele não compreende as razões de sua posição social e só tem ressentimento sem direção na alma e no coração. Ódio em estado puro que Bolsonaro expressa e exprime como ninguém. Bolsonaro é o líder da Ku Klux Klan e do “lixo branco” brasileiro. É isso que o define e o explica mais que qualquer outra coisa.
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2017.09.07 00:39 falaseriomano Em defesa da poligamia

Temos um grande problema em nossa sociedade. De um lado, temos homens muito pobres, com nenhuma mulher. Do outro, temos homens muito ricos casados com uma mulher só, e com várias amantes e prostitutas.
Conforme o homem acumula poder, mais ele atrai a atenção de várias mulheres, e por isso se torna natural que um homem rico queira ter mais de uma mulher.
O nosso sistema social atual, ao invés de tentar lidar com essa natureza masculina, tenta restringí-la ao condená-lo a ter apenas uma mulher, enquanto na realidade ele terá uma oficial e várias extra-oficiais.
Então, é melhor que façamos um novo sistema que realmente funcione. Por que não permitir e incentivar a poligamia? Um homem rico deve se casar com várias mulheres, tantas quanto for possível. Assim, todas as garotas de nossa sociedade brasileira estarão bem casadas, e será o fim dos insuportáveis baile funk e das orgias. Bem, se não acabar, vai pelo menos diminuir.
Olhem para a sociedade muçulmana, o quanto é bem organizada. É por causa da poligamia. Tudo bem que não precisamos ser tão violentos quanto eles, isso não é a nossa natureza; mas permitir que um homem tenha mais do que uma mulher é o que mantém a paz entre os muçulmanos.
Veja quanto sofrimento surge da monogamia. O homem fica numa situação de traição, ou se quiser viver a poligamia abertamente, será discriminado pelo mundo monogâmico. A mulher de um homem rico fica numa situação de não ter com quem dividir os afazeres domésticos, sem falar que ser a esposa de um homem com várias mulheres é um símbolo de status social, pois isso significa que se tem um marido rico.
Devemos permitir a poligamia urgentemente para que todas as moças do Brasil novamente possam se tornar bem casadas ao invés de passarem de mão em mão de um homem para outro.
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2015.11.15 16:47 ENGENHEIRO-EMERSON Tenho nojo de mulheres brasileiras

Transar com uma mulher brasileira é o mesmo que gozar em um latão de lixo, não interessa se foi estupro ou foi consensual, absolutamente nada muda. Seja como for, o “latão de lixo” irá continuar lá para receber a esporrada de outros machos.
A degradação moral no Brasil atingiu níveis críticos. Muitos me xingam de pedófilo, mas a verdade é que eu nunca molestei ninguém, não molestei porque simplesmente não vale a pena. Porque toda vadia que eu vejo ao mesmo tempo que começa a desenvolver corpo começa a trepar com marginais.
Eu sou uma espécie de “Gerson”, continuo comendo estas roceiras aqui de Araraquara e depois me bate um arrependimento, e me pergunto, o que é que eu estou fazendo da minha vida.
No final das contas, eu sou mesmo um doente. Só de me relacionar com estas vadias brasileiras, já é um fetiche sexual doentio. É um fetiche sujo e imundo.
TODA MULHER BRASILEIRA É UM PEDAÇO DE LIXO. SÓ AS GAROTAS JAPONESAS SÃO PURAS E DÓCEIS.
Porque toda a garota adolescente brasileira aos 13 anos já está ensinando pelas tele-novelas da rede-judaico-sionista de televisão a chupar rola e dar para marginal, todas elas estão lendo compulsivamente revistas como a CAPRICHO que ensinam truques para enganar e mentir.
TODA ADOLESCENTE BRASILEIRA É UM PEDAÇO DE LIXO. NÃO INTERESSA A IDADE, RAÇA NEM PROCEDÊNCIA NACIONAL.
Comer vadias brasileiras não significa desejo de ter um relacionamento com elas, não significa o mesmo que desejar casar ou namorar. Comer vadias brasileiras é o mesmo que comer uma prostituta, você goza e fica se perguntando: O QUE DIABOS EU ESTOU FAZENDO AQUI.
E neste momento, as vadias ficam querendo te beijar com a mesma boca que engoliram sua porra, que engoliram a porra de vários outros caras, contando aquelas mentiras de sempre que você é único na vida delas e o caralho. Você finge acreditar para continuar comendo mas no fundo sabe a verdade.
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