O que é que gosta de ter um namorado

Problemas num novo relacionamento amoroso. Até que ponto isto é normal? [Serio]

2020.12.01 13:10 Julyisto Problemas num novo relacionamento amoroso. Até que ponto isto é normal? [Serio]

Tive no passado uma relação de 7 anos em que tudo correu normalmente. A relação sofreu algum desgaste pela distância fisica nos ultimos anos de namoro (ela emigrou e eu fiquei em Portugal) e por pontos de vista diferentes para o futuro e acabou.
Há cerca de 1 ano comecei uma nova relação, mas do ponto de vista intimo as coisas estão a ser muito diferentes do que aquilo que estava habituado e estou a ter problemas que nunca me tinham acontecido.
Resumidamente, a minha namorada não gosta e tem nojo de preliminares (quer seja eu a fazer a ela ou ela a fazer a mim) e é um bocado parada. Eu sem preliminares e com o golpe na autoestima que isso me causa não consigo fazer grande coisa, pelo que metade das vezes não funciona. Na outra metade a qualidade é muito baixa.
Já falámos sobre o assunto algumas vezes e ela não cede, insinua que o problema é meu porque os ex-namorados dela não tinham problemas destes apesar de não terem preliminares e por outro lado diz que isso não é assim tão relevante para ela porque existem outras coisas mais importantes numa relação.
Na prática sinto-me mais um amigo e um companheiro do que propriamente um namorado e isto para mim não parece fazer muito sentido.
Fico no entanto na dúvida se o relacionamento anterior que tive em que não havia grandes problemas ou limitações em termos intimos foi uma exceção à regra, e o normal é o que estou a viver agora (e quanto muito cabe-me a mim melhorar a performance e não à outra parte).
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2020.11.30 02:16 metalbrazilianhead Desabafo de um virgem aos 24 anos

É só um desabafo mesmo de alguém que não se sente a vontade pra desabafar com pessoas ao redor.
Negócio é o seguinte, sou bv e virgem, com 24 anos, sou extremamente tímido, nunca consegui flertar com uma mulher na minha vida (apesar de que não foram tantas garotas assim que eu desejei realmente ter paquerado). Não me considero feio, nem nada, porém sou muito desengonçado, muito alto e magro. Mas o fato de que nunca nenhuma garota demonstrou interesse em mim durante todo esse tempo, me faz pensar que eu realmente não seja atraente.
Tenho alguns hobbies e tal, sou uma pessoa que lê muito (e não são esses best sellers aí de auto-ajuda), literatura, política, enfim, gosto de ter um papo cabeça. E eu acho que o problema é justamente esse, eu não sei conversar sobre banalidades, besteiras, essas perguntas que todo mundo faz, isso me aborrece. Eu quase sempre só consigo engatar numa conversa quando é um assunto mais "cult", por assim dizer. Também gosto muito de falar sobre música em geral (principalmente rock, mas sou aberto a outros estilos tbm) e também toco guitarra e violão no tempo livre pra me distrair.
Já terminei a faculdade com notas muito boas, e vou ingressar no mestrado numa ótima universidade. Só que a idade vai passando e eu nunca fiquei com ninguém, aí fica aquele papo furado das tias querendo saber das namoradinha, os tios querendo saber quantas eu já peguei e tal, e isso me deixa muito p*** da vida. Sem contar as pessoas que nunca te viram na vida e me julgam logo de cara pq eu nunca fiquei com ninguém.
Pra além disso, eu realmente queria uma companhia sabe, alguém com quem compartilhar bons momentos, conversar, enfim, fazer coisas que um casal de namorados geralmente faz, inclusive sexo. Tive atração por algumas mulheres que conheci (nenhuma delas tipo modelo ou muito bonita), mas nunca tive coragem de conversar mais aprofundadamente com nenhuma delas. Tenho meus amigos e tal, mas as vezes eu me sinto meio sozinho, até pq quase todos os meus amigos tem namoradas. E de fato eles são amigos, pq eles continuam falando comigo normalmente e nem zoam comigo pq sou virgem e não pego ninguém. Mas o fato é que eu sinto uma inveja deles sabe, não vou omitir isso também. Um desses meus amigos, o mais chegado, encontrou a atual namorada dele no tinder, e já tá a quase 3 anos com ela. Ela me recomenda ir pro tinder, mas eu confesso que tenho muita desconfiança desses apps, acho que tem muita sacanagem e gente falsa. Acho que o caso dele foi pura sorte.
Sou o tipo de cara que não gosta de sair pra balada, festa essas coisas. Meus amigos não curtem isso e eu menos ainda, e não penso em forçar a barra e fazer isso só pra pegar mulher. Tbm não sou religioso, não frequento igrejas ou comunidades religiosas, e isso não me passa pela cabeça somente para ser um ambiente de socialização.
Enfim, meus planos eram de que esse ano eu iria conseguir ter coragem pra falar com as mulheres por quem eu me interesso, mas aí veio pandemia e isolamento e eu tô bem pra baixo ultimamente por causa disso.
Qualquer ajuda ou conselho, agradeço.
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2020.11.27 11:42 maurocaa é estranho alguém que você estava praticamente ficando sério terminar com você e continuar falando contigo?

Para contexto, eu sou homem, tenho 19 anos e ela tem também 19 anos (3 meses mais velha do que eu), ambos fazemos faculdade e trabalhamos.
Então, a um mês atrás eu comecei a ficar com essa menina que conheci no Tinder, as coisas estavam ficando muito boas, a gente conversava. o dia todo, saíamos todo final de semana (só dava pra sair final de semana) e o sexo era bom, enfim, eu tava começando a gostar dela e tinha expectativas de um relacionamento e aparentemente ela também, pois ela ficava conversando sobre a possibilidade da gente namorar e tal, ela conheceu a minha família e eu a dela.
Entretanto, a umas 2 semanas atrás ela ficou estressada comigo porque ela teve que mentir para os meus pais por minha culpa (não foi grande coisa, foi apenas que ela disse que iria de uber para a casa dela quando na realidade ela iria de ônibus, tive que dizer isso porque eles iriam ficar insistindo em dar carona quando ela já tinha me dito que não queria), eu me arrependo muito por ter feito ela mentir, ainda mais por algo besta, mas minha relação com meus pais nunca foi muito boa, estou tentando melhorar mas isso leva tempo, então ela decidiu terminar comigo, com a justificativa de que somos muito diferentes e que ela achava melhor nao deixar crescer algo que ela sentia que não iria pra frente.
Na hora fiquei bem triste e nem falei muito, apenas expliquei que eu fui idiota em fazer ela mentir e que nunca tive uma relação muito boa com meus pais, uns dias depois eu fui conversar com ela porque ela tinha esquecido umas coisas aqui em casa e aproveitei pra tentar entender melhor o porque do término, conversamos e ela me disse que ela já tava meio insegura da gente ter algo porque segundo ela a gente era muito diferente e tal, disse que me acha legal etc mas que eu não sou o tipo de pessoa que ela está procurando para ter um relacionamento, que ficou estressada com toda a situação da mentira e que no final eu sou muito novo para o tipo de pessoa que ela curte se relacionar.
Eu fiquei até que feliz por ter conseguido esclarecer um pouco as coisas, mesmo que talvez seja meio genérico o que ela disse.
A questão é, ela continua falando comigo, nao na mesma intensidade e nem como namorados, mas ela responde o que posto no instagram, me chama pra jogar todo santo dia e fala comigo coisas aleatórias de vez em quando, eu não procuro muito ela, tenho medo de me apaixonar por alguém que já deixou claro que não quer nada comigo, mas talvez lá no fundo eu ainda tenha vontade de voltar, eu gosto muito de sair com ela, estou tentando falar com outras pessoas no tinder etc mas é diferente, com ela era mais fácil sabe.
Talvez ela me chame por não ter outros amigos ou porque ela me acha gente boa e gosta de conversar, mas deveria eu dar um basta nisso? no fundo talvez eu ainda tenha esperança da gente voltar, ainda mais que agora como amigos estamos nos dando bem, porque não tem aquele peso de ficar saindo etc, acho que eu ainda gosto dela.
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2020.11.27 01:31 frustratedwriter15 Esse é o começo de um livro que estou escrevendo. Ele se chama "A menina que queria comer o mundo"

Parte 1: Sobre novos começos. A menina que queria comer o mundo Eu tenho um sonho recorrente, onde eu estou de frente ao oceano, as ondas batendo no meu tornozelo como uma gelada lembrança de que eu estou caindo aos pedaços e assim como o vento, eu desapareço. Me faço ar e água, eu viajo a mundos desconhecidos que são feitos de sussurros e histórias não terminadas que foram engolidas pela minha forma. Nesse sonho eu não sou feita de pedaços quebrados, eu não sou feita de beleza invisível, eu não sou feita de lágrimas derramadas em vão ou gritos ao silêncio. Eu sou de água e ar, eu mudo conforme necessário, eu sou amada incondicionalmente. Nesse sonho eu não existo. Mas então eu acordo, e estou de volta na minha cama e sentindo o sol esquentar o meu rosto, lembro o que realmente é real. Esses são os meus dias mais difíceis, na escola nada parece certo, eu fico com aquele sentimento no coração que é pesado demais pra carregar e difícil demais para explicar, são nesses dias que meus ombros abaixam e minha cabeça fica presa entre o real e o imaginário. Às vezes eu me pergunto se eu vou conseguir chegar até o dia seguinte, afinal como eu vou continuar sabendo que sou de carne e osso e existem limites para o meu ser? Eu não posso fugir, então fico presa nesse pequeno corpo que pouco significa comparado a grandeza de tudo e eu, continuo. A escola pode ser considerada um local de sentimentos mistos, lá eu consigo me superar e sinto que prenchoo um pequeno vazio de tudo o que falta em mim, mas também é lá onde ponho todo meu esforço para ser engraçada, ser compreendida e amada, é como uma constante prova onde eu tenho que passar e ganhar o respeito de todos, apesar disso eu ainda me sinto invisível. Sou um daqueles fantasmas de filme, posso ser sentida um toque ali, uma risada aqui, no entanto ninguém me enxerga, consigo ver atrás das risadas e das conversas animadas. Consigo sentir as pessoas se perguntando de onde ela surgiu? Eu continuo apesar de tudo. Eu então me refugio no meu quarto, entro no começo da noite e só saio quando o mundo fica quieto. Esse horário é perigoso, a quietude e a solidão te dão uma segurança falsa, elas contam mentiras de liberdade e falta de consequências. Esse é o momento em que eu ataco, de repente me vejo sem controle do que eu penso, sinto ou faço. Eu começo a comer, não importa o que, são poucos minutos em que o mundo me traz prazer e felicidade. Sou inundada por gostos e cheiros que me preenchem, cada lugar onde um dia foi vazio é preenchido por um sabor diferente.Salgado, azedo, doce, amargo não me faz diferença, contanto que sirva o seu propósito. Aos poucos volto a me sentir cheia até a respiração ficar difícil, e o meu corpo se sentir grande demais, assim faço o meu caminho de volta ao quarto e lá me faço a vítima de tudo o que eu acabei de fazer, e de tudo o que já fizeram comigo. Enquanto a culpa desce sobre mim eu vou adormecendo, deixando a dor se ajustar ao meu corpo, dominando tudo. Eu chamo isso de ciclo, estou presa nele, sobrevivo por causa dele, estou viva por ele e eu não sei como quebrá-lo, consigo o enganar fugir por algumas semanas, meses às vezes, mas ele sempre me acha e me traz de volta. Poucas pessoas sabem sobre ele, minha mãe foi a primeira a notar, no começo eu não quis acreditar. Afinal, como eu poderia estar me sabotando? No entanto, quanto mais as palavras ecoavam na minha cabeça, mais sentido fazia não apenas o que ela me disse, mas a minha vida inteira. Quando entendi o que ela me disse, entendi os vazios. Parecia que minha vida toda tinha sido finalmente posta em uma luz fria. No dia seguinte, a tarde fui a aula de pintura e contei pra uma pessoa, minha amiga Maria. A partir daquele momento ela passou a guardar meu segredo mais precioso, a razão da minha derrota. Não contei pra Maria sem motivo, para entender o meu porquê, você precisa entender ela. Maria é uma daquelas pessoas que emana luz e cheira a campos de flores em dias ensolarados, ela vê algo mais profundo e de alguma forma entende. Você não quer ser apenas conhecida por ela, quer ser enxergada por ela e, eu, fui. Ela viu por trás do esforço e das falsas personalidades, ela enxergou minha essência, o que quer que ela seja. Eu decidi a fazer minha confidente, guardei todos os seus segredos e ela os meus. Dessa forma, quando eu a contei sobre o ciclo e os vazios, ela não sentiu pena, não me perguntou se eu precisava ser ajudada. Não, ela compreendeu o que representava e o que significava. Acho que esse foi o primeiro dia em que eu estava completamente presente, eu não era um espírito observando todos e tentando agir de maneira certa, não, naquele dia eu existi. Pela manhã o dia não se misturava em fragmentos e borrões, eu conseguia ver os acontecimentos claramente. Ainda sim, no café o nevoeiro havia voltado, mas naquela manhã eu não me importei, porque agora eu tinha uma memória para guardar e não importava o quão escuro ficasse nada poderia tirá-la de mim. O dia seguiu normal, os momentos e as pessoas voando por mim, todas com um propósito, com um lugar para ir. Quando eu cheguei em casa, o vazio me invadiu, a noite e a sua solidão tomaram conta de novo, era como um tsunami que recuava ocasionalmente, mas sempre voltava com o dobro de força. Me arrastei até o quarto, deitei e fechei meus olhos e por uma hora imaginei praias brancas com as ondas indo e voltando, imaginei o ar da montanha batendo na minha cara e grandes florestas me rodeando, imaginei um campo florido com uma brisa leve me abraçando, imaginei um lago fundo e gelado, imaginei ser feliz e quando eu não consegui mais imaginar eu fui pra cozinha. Apesar de ter sido a primeira a notar, minha mãe nem imagina que eu ainda estou presa no ciclo, com muito esforço eu convenci ela de que eu melhorei. Meu último desejo era preocupar ela. Nós vivíamos sozinhas, meu pai desapareceu quando eu ainda era pequena e desde então a casa ficou vazia e o escritório foi ocupado por várias noites em claro. Meu pior dia foi uma noite fria de julho, a casa vazia fazia o meu coração arder e como uma tempestade de verão eu fui arrastada até a cozinha. Quando cheguei lá não consegui parar, eu estava no olho do furacão e assim eu comi, e comi e até os meus olhos arderem como o meu coração, e minha respiração ficar fraca eu não parei de comer. Eu acordei na minha cama no dia seguinte. Minha mãe já trabalhava na cadeira do meu quarto, e assim que percebeu que eu estava acordada ela apertou minha mão e me deu um olhar de pena. Eu nunca me senti tão inferior e envergonhada como naquele dia. As aulas de arte eram a minha salvação, meu porto seguro. Por arte você não precisa descrever sua dor, não precisa explicar, a dor só precisa ser sentida. O pincel passou a contar meus segredos, ele coloriu minhas cicatrizes e enfeitou a névoa. A arte era única parte minha, que não havia sido tocada pelo ciclo ou pela dor, ela era meu pequeno presente e eu a guardava com todo o meu ser. Como você já deve ter reparado, Maria é minha única amiga. E eu não digo isso para ser engraçada, apenas conto a verdade. Eu já estava acostumada e por mim nada precisava mudar. Quando uma das meninas se aproximou de mim na escola, eu não dei muita importância, eu não sou uma pessoa falante e em pouco tempo ela desistiria de mim. Mas recreios viraram almoços, e almoços viraram tardes na companhia dela. Por algum motivo ela não necessitava que eu conversasse, ela fazia isso por mim. O nome dela era Esther, de acordo com o que eu conseguia ouvir ela viraria uma arquiteta e pretendia fazer a casa de várias celebridades. Esther virou uma constante na minha vida. Quando eu fui parar no hospital, minha mãe e Maria já não estavam mais na companhia uma da outra, Esther estava lá e iluminava o quarto com suas conversas animadas e gargalhadas feitas de música. Esther tinha uma vida, um namorado e dois pais, ela morava perto da escola e pretendia se mudar quando se formasse. De acordo com ela eu tinha muita sorte de ser acolhida por ela. Eu não discordava, eu realmente tinha sorte. Esther era como um anjo caído do céu, a sua pele é da cor da noite e brilha quando o sol bate nela, os seus cabelos são grandes e cacheados e ela ama por ele em penteados. Ela ama abraços e consegue me deixar sem graça toda vez que me beija na bochecha para me dar tchau, eu não sou boa em demonstrar amor. Você deve estar se perguntando qual é o meu nome, ele é estranho, mas minha mãe o ama porque ele significa divina e pra ela eu sou completamente divina. Meu nome é Diana, ele não combina comigo, mas eu gosto de imaginar que em outra vida eu realmente fui divina. É tão estranho como pequenas coisas fazem diferença na nossa vida. Um sanduíche a mais, domingos sonolentos e ensolarados, uma amiga a mais, um beijo. No dia 15 de abril meu mundo brilhou, uma coisa dentro do meu coração foi acordada, algo que eu não sentia há muito tempo. Nesse dia, eu e Maria fomos visitar Esther, era aniversário dela e a ideia de festa dela era nós duas e seu namorado. Maria gosta de ser pontual, então chegamos 10 minutos mais cedo, ela segurava uma bandeja cheia de biscoitos e eu segurava a pintura que eu havia feito pra ela de presente, ela merecia, 17 não é uma idade fácil de chegar. A casa de Esther não era muito grande, mas também não era pequena, ela tinha um quintal e até o ar parecia diferente aqui, como em um filme. Andar pela casa dela era como ver o que sua vida deveria ser, a casa dela parecia ser tirado de um poster do prédio do serviço social. Quando entramos no quarto dela a felicidade se foi, eu nunca me senti tão desconfortável como quando vi Esther chorando. Enquanto eu entendia o que estava acontecendo, uma raiva também descia sobre mim, porque ninguém jamais deveria machucar Esther. Após alguns copos de água, finalmente conseguimos descobrir que seu término era o motivo do choro. Ele tinha arranjado uma menina melhor, de acordo com ela e ele tinha decidido que hoje era o dia ideal para contar-lá. Eu não me lembro de muito depois disso, os sons e as vozes viraram um só. Tudo o que eu conseguia ouvir era minha raiva, eu me sentia um vulcão prestes a explodir, como alguém ousava machuca-lá? Por que as pessoas eram tão cruéis? O que eu, ou Maria ou Esther havíamos feito para merecer tanta merda? A raiva borbulhava por baixo da minha pele e eu precisava socar alguém. Aos poucos decidi que eu não tinha força suficiente para socar alguém, invés disso pela primeira vez em meses eu decidi falar. - M...Man..Manda ele sse fuder. Foi a primeira vez que falei na frente de Esther, ela me olhava com os olhos arregalados, enquanto Maria colocava o copo de água no criado-mudo. -Você fala! Eu estava prestes a começar aula de sinais - ela falou com um sorriso no rosto, enquanto me encarava, eu apenas acenei com cabeça e soltei uma risada baixa. Eu nunca tinha passado um dia como aquele, só nós três comendo besteira sem culpa, elas conversando enquanto eu observava e ria eventualmente. Nesse dia eu descobri o que era felicidade. A noite veio rapidamente, e levou Maria com ela para sua casa, no entanto eu decidi segurar aquele sentimento e dormir na casa de Esther. Eu estava com medo, as noites não eram meus momentos mais fáceis, ainda sim eu queria pelo menos uma vez na minha vida falar que eu fui verdadeiramente feliz. Nós comemos e assistimos um filme, e por fim Esther quis ir até o seu quintal. Enquanto observamos o céu, uma tristeza desceu sobre mim, não era a tristeza que eu estava acostumada, mas sim uma saudade antecipada do sentimento que preenchia meu coração, eu queria poder congelar esse momento, mas ele escorregava aos poucos pelos os meus dedos. - Eu sei que minha vida parece perfeita, mas às vezes eu me pergunto se eu mereço isso, sabe? Eu nem sei se eu sou uma boa pessoa, alguém me ama? - Isso me pegou de surpresa, porque pra mim não existia uma versão dela que não fosse amável, para mim ela era tudo que existia de amável no mundo. - Eu te amo - eu sussurrei e peguei sua mão na minha, enquanto as palavras caíam sobre ela, eu decidi que era amar ela o que me fazia uma pouco mais próxima da luz. Se ela era tudo de amável no mundo e se eu era a única que a amava, então eu também era mesmo que só um pouco. Certos momentos ficam marcados na sua memória, eles não sempre fazem sentido, mas são esses pequenos momentos que te trazem de volta, quando o oceano tenta te puxar e te afundar, essa noite foi um desses momentos. Nada grande aconteceu, nada especial, eu não virei uma pessoa diferente, ainda sim eu nunca esqueceria o cheiro de grama molhado e calor dos dedos dela entre os meus, se isso era felicidade eu nunca mais queria largar-lá.
aqui vc encontra tudo que eu já escrevi, até agora
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2020.11.25 13:28 redof089 Preciso de ajuda Urgente dúvida grande

Bom dia Gente,
Eu tenho uma amiga, para mim a minha melhor amiga numa relação um pouco abusiva (n fisicamente), ele não deixa ela falar com homens e mto menos cmg etc etc...n importa ag n vem ao caso... ele foi visitar ela e ela me disse que me ia bloquear enquanto ele lá estivesse, faz 2 semanas já, pq infelizmente apanhou covid-19 e com ele lá n podemos falar. Mas hj fiquei sabendo pela mãe dela que gosta mto de mim e n gosta do namorado dela. Que ela teve de ser internada por causa do covid-19, eu acho q ele tem um programa de espiar o telefone dela. Cara quero mto mandar uma msg normal sem ser por whatsapp, para ela só para dizer para ela ter forçar q vai ficar boa logo e qualquer coisa pode contar cmg. Mas tenho medo que se ele tiver vai ver a msg e vai brigar com ela e ela lá no hospital sozinha, meu coração fica apertado.

O que vocês fariam na minha situação? Me ajudem

EDIT1: Todos vocês tem razão no que dizem , ng deve ser tratado assim ou ser 2ª opção de alguém, mas acho que em momentos como este onde é saúde é uma coisa que se põe de lado isso. Mas decidi não mandar mensagem não quero deixar o namorado dela puto (não é por mim mas sim por ela) vou falando com a mãe dela.
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2020.11.22 07:09 Novel_Resident_ "Melhor amiga"

( Alarme! Texto grande!! ) A muito tempo atrás na minha antiga escola eu tive minha primeira melhor amiga, porque eu nunca tive um amigo de verdade isso era muito especial pra mim, nós conversamos sempre, de intervalo até a saída todos os dias, ela era um ótima amiga até as coisas... Mudarem, ou melhor ela mudar.
1° bandeira vermelha: namorados.
Ela nunca foi uma pessoa de namorar até ela começar a gostar de um cara na minha sala, ela nunca parava de falar o quanto ela gostava dele e como ele era lindo e tals, ela falava tanto que esse acabou sendo o assunto favorito dela por meses, eu não suportava só falar sobre garotos ou em namoros ( e até hoje não é um dos meus tópicos favoritos. ) mas como eu sabia que ela nunca tinha se apaixonado antes era normal ela ficar toda hora falando dele, então eu só fui paciente, mas toda a vez que eu tentava puxar sobre um assunto diferente ela sempre dava respostas rápidas pra o assunto acabar logo, o que não era bem, muito legal. Eles acabaram namorando, yaaay. Eu finalmente achei que esse papo de garotos ia acabar mais só ficou pior, não durou muito tempo o namoro e eles terminaram bem rápido, ela passou mais um monte de meses só falando o quanto ele era babacas e tals e sla o que e novamente quando eu tentava só mudar de assunto ela continuava falando mau dele e dai pra frente todos os assuntos que ela tinha pra conversar girava em volta de garotos e namoros.
2° bandeira vermelha: Novas amizades.
Eu nunca tive problema em ter um amigo ou dois a mais, mais como ela era minha primeira melhor amiga era normal eu ter um pouco de ciúmes, a gente começou a sair um uma menina super bacana e eu não tinha nenhum problema com a presença dela, mas essa garota que começou a falar com ela não era gente boa, era repetente e também se metia em bastante briga e uns rolos aí, eu nunca fui de conversar com ela mais já a minha melhor amiga já adorou ela mas meio que essa garota ( vou chamá-la de Mara) a Mara não gostava nem um pouco de mim, era grossa, não tinha respeito pelas coisas que eu gostava e era bem violenta. Eu falei várias vezes para minha amiga ficar longe dela porque ela não era boa pessoa mas ela nunca me escutou ( ela nunca me escutava também quando eu alarma-va sobre garotos babacas que ela insistia em namorar) e então eu pensei, se ela não vai me escutar talvez eu tenha que fazer a Mara ir embora conversando com ela, então foi o que eu fiz, mas a situação ( obviamente) saiu do controle e ela fez minha amiga pensar que eu era muito ciumenta e a trouxe para o ciclo de amizade tóxico dela. Nós brigamos e depois disso paramos de nos falar por um bom tempo.
3° bandeira vermelha: Reconciliação.
Após muito tempo sem se ver, eu tinha me arrependido pelas coisas que falei e realmente acreditei que eu era apenas ciumenta e deveria pedir desculpas, e foi isso que eu fiz, eu pedi desculpas e ela também e nos abraça-mos, eu estava tão feliz, eu pensei que a gente era melhores amigas de novo e que tudo iria voltar a ser como era antes, bem não foi bem assim. Não nos falamos mais, ela criou um novo ciclo de amizade e eu também, os assuntos não eram os mesmo e acabou que o pedido de desculpas foi só pra não ter peço nas costas. Mas mesmo assim eu pensei "sem ódio, o que importa é que não estamos mais brigadas e é isso que importa" e assim foi, a vida continuou. Mas a história acaba aqui? Bem eu queria, mas não.
4° e última bandeira vermelha: Fofocas.
Lá estava eu com meu amigo ( vamos chamá-lo de Caio ) eu e ele estávamos apenas conversando no final da aula como fazíamos, mas ele estava agindo diferente. Ele não estava conversando muito e ria baixinho de vez em quando, eu não perguntei o porque pois eu queria respeitar o espaço pessoal dele e porque provavelmente não era da minha conta. Mas de repente ele para a conversa e fala: " Ei, é verdade que você gosta de mim?" Eu fiquei congelada no lugar, eu nem sabia o que disser, como ele sabia da minha quédinha por ele que eu tive no 4° ano? Eu não tinha contado pra ninguém, só pra... " Ei Caio, uh quem te disse isso?" Ele respondeu ainda com um grande sorriso em sua cara: " a foi a fulana ( minha melhor amiga ) ela disse que se gostava de mim e tals." Eu nem sabia o que responder, porque ela diria isso pra ele?? Eu fiquei furiosa, nós não éramos mais amigas mais ela sabia que o Caio era meu amigo! E melhor amiga ou não isso era totalmente babaca da parte dela contar um segredo constrangedor meu. Eu nem sabia o que responder, soltei a resposta mais rápida que pude pensar: " Ah... hehe é bem, eu gostava mesmo mais... Isso já faz muito tempo e hoje eu não sinto mais nada." Após isso eu vi seu grande sorriso totalmente desmoronar lentamente, e ficou um silêncio horrível entre nós, bem o Caio não conversou mais direito comigo depois.
eu nem sei o que pensar sobre ela hoje, e tenho medo de ela ter contado mais segredos constrangedores sobre mim. Bem foi isso, muito obrigado por ler até aqui! Até o próximo desabafo eu acho kkkk
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2020.11.22 01:08 bombarril Ruim com ela, pior sem ela

TL;DR: terminei hoje, eis aqui um longo desabafo.
Hoje de tarde pedi um tempo para minha então namorada. Nossa relação estava me fazendo mal, e os momentos bons eram tão raros que não compensavam o esforço. Mas como me dói... Eu ainda amo aquela menina, e sei que ela realmente estava tentando ser uma boa namorada para mim, só que eu não acho que ela possa simplesmente mudar o jeito dela, nem acho que isso seja correto.
Eu sinto falta de quando a gente era amigo. Tudo era tão mais fácil... A gente se via, comia junto, dava risada, assistia um filme. Depois disso, íamos cada um pra sua casa, sem compromissos, sem discussões. Só coisa boa. Começamos a namorar e começam as expectativas um do outro. Eu nem sei se eu pedia demais, sabe? O que me motivou a pedir um tempo foi a falta de interesse dela.
Eu sei que ela tem seus compromissos, e que o pai dela é um pé no saco, mas poxa, já estamos há 20 dias sem se ver, e moramos perto. Eu também tenho meus compromissos, e conseguia sempre arranjar um espacinho para acomodar algum encontro ocasional. Eu propunha encontros sempre, sempre. Na amizade a gente se via umas 3 vezes por semana. Começamos a namorar e passamos a nos ver aos fins de semana. Depois só de domingo. Estamos há algum tempo nos vendo domingo sim, domingo não. E pra mim isso simplesmente não dá. E quando a gente finalmente se vê, ela age tão distante... Ela não segura minha mão nem me beija. Se eu ganhar um selinho é muito. E mesmo que eu só abraçasse ela pelo resto da minha vida, por mim isso não seria problema, sabe?
Eu me sinto... descartável. Toda vez que eu planejo um encontro e ela me fala uma das 3 clássicas, eu fico bem mal.
  1. Estou ocupada
  2. Meu pai não deixa
  3. Não quero
E ela? Tanto faz. Ela mesmo me disse isso uma vez. Não fazia diferença se ela me visse ou não. Ela estava contente apenas trocando mensagens. A gente praticamente webnamora, embora moremos na mesma cidade e sejamos maiores de idade. Ela é um amorzinho por mensagens, responde rápido e a qualquer hora, sempre dizendo que me ama e que me quer na sua vida. Mas ela fala uma coisa e age de outro jeito... Sei lá. Peço pra fazer call e parece que eu tô pedindo o cu dela. Sempre um sacrifício pra ela fazer qualquer coisa. Convido ela para jogar o jogo favorito dela, pq eu tô com saudades, e ela várias vezes me diz q n ta a fim ou q tem mais oq fazer. Daí em questão de 1h eu vejo e ela ta la jogando solo q. Ah, mas vsf. Eu valorizo demais o tempo q eu passo com ela, seja oq for. Pra vc ter uma ideia, eu já fui até em velório pra outra cidade com ela. Odiei, foi péssimo, mas eu fui pq era com ela. A companhia dela me motivou. Agora ela? KKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Uma vez eu tava NA RUA DELA, e falei:
"Amor, tá em casa?"
"Tô, pq?"
"Tô aqui em frente kkkkk. Vem aqui"
"Não posso"
"Como assim?"
"Tô ocupada agora, não vou sair aí"
Eu chorei. Estava morrendo de saudades. Eu sou meio trouxa, eu admito.
Sei que ela era fiel. O problema real dela é a depressão. Ela sofre com isso desde a amizade, e eu sempre fiz meu melhor pra ajudar ela com isso. Sei que provavelmente seria bom pra ela que eu continuasse vivendo este relacionamento, mas honestamente, pra mim não dá mais. Choro quase todo dia, passo um puta nervoso, pq ela simplesmente se isola de mim e de todo mundo. Preferia ainda ser o amigo dela. Ser seu namorado tem sido desgastante.
Enfim, pedi um tempo pra ela hj de tarde, após mendigar pela terceira vez no dia se eu poderia ver ela. De manhã, ela disse q n sabia, q ia ver. No almoço, disse que faria faxina e q só se fosse mais tarde. Daí fim de tarde ela me diz q nem fez faxina, e que n ta fazendo nd, mas q a gente n ia se ver msm. Isso a gente estando há VINTE dias sem se ver. Daí eu tiltei. De modo educado, claro.
"Sério. Pra mim não dá mais. Não aguento mais esse sufoco pra simplesmente ver a sua cara. Eu quero um tempo."
A resposta dela?
"Tudo bem, eu compreendo. O que quer que você ache melhor para vc"
Não nos bloqueamos nem nada. Só não nos conversamos, e planejo tratar ela como uma conhecida por algum tempo, enquanto eu organizo minha cabeça, e ela a dela.
O que eu realmente espero com isso é que ela mude de ideia sobre tudo, e comece a me valorizar. Mas eu n acho q isso vá acontecer. Acho q acabaremos n voltando mais.
O que me dói, honestamente. Sei que todo mundo deve dizer isso, mas é minha primeira namorada e eu n consigo imaginar outra pessoa em seu lugar. Eu vou provavelmente procurar alguém muito similar, e comparar essa pessoa à minha ex. Eu simplesmente amo ela, conheço tudo dela, sei de tudo que ela gosta e de que ela não gosta. Sei dos podres, dos problemas, dos medos. E ela os meus.
Caras, aiai. Eu amo ela como eu amo minha irmã, como eu amaria uma filha. Eu quero tanto ela bem, puta merda. Eu tô mto dividido, queria que ela fosse diferente. É só... Mas é tão difícil...
Antes fosse só ela o problema. O pai dela me detesta por várias e várias razões. Eu tenho que ouvir as abobrinhas dele toda vez que cogito algo que ele não aprove, além do que ele já critica meu jeito e minhas atitudes. Ele me culpa por tanta coisa que eu nem tenho nada a ver...
Queria nunca ter pedido ela em namoro, gente. Acho que é isso. Sinto falta da minha amiga, e da minha paz de espírito.
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2020.11.18 23:51 GorilaTiger Preciso de ajuda, mas nem sei como explicar a situação direito...

Para quem estiver a fim de ouvir a minha situação vou tentar explicar ela de forma mais clara possível para seja possível entender a situação por completo, mas já aviso que não sou bom em explicar coisas e talvez seja maçante ler e talvez vá flopar... Mas enfim aí vai:
Eu e meu namorado já namoramos a 1 ano, tivemos nossos problemas e desentendimentos, mas já foi resolvido graças a Deus (ou assim espero) tivemos uma conversa para deixar claro alguns pontos e tudo foi resolvido, porém ele disse uma coisa que acho que é verdade e eu quero mudar, mas não sei como.
Ele me disse que 95% (acho um valor meio exagerado mas realista) da relação está nas costas dele, ele me ama pra caramba e apenas disse isso para deixar claro os fatos, moramos em pontos distantes da cidade então é ele quem vai me buscar, é ele quem sugere locais para sairmos e comer, é ele quem promove eventos com ele e seus amigos para nos divertirmos, é ele quem compra coisas para mim, é ele quem acha séries e baixa as séries para assistirmos, ou até mesmo filmes para vermos.
Agora aí vem os fatos sobre ele Ele: É relativamente rico, trabalha e ganha bem não paga nenhuma conta da casa dele, é super ocupado, então só tem tempo para mim os fins de semana (no qual ele me busca pra ir na casa dele) a mãe dele é super de boa com a nossa relação, ele já disse que talvez esse fato de 95% da relação dele estar nas costas dele é por ele ser controlador e gosta das coisas do jeito dele, odeia bailes, festinhas etc..
Eu: Pobre, nem acho que sou pobre, eu SEI que sou pobre, pago todas as contas da minha casa, a minha mãe é uma parasita infernal, aceita o fato de eu ser gay, mas sei que ela não gosta muito, gosta muito menos do meu namorado só por ele ser agnóstico e ela é religiosa (ou pelo menos acredita em Deus), não quer de jeito nenhum ver meu namorado na nossa casa, eu não sou sociável, meu círculo de amigos é minúsculo, ouso dizer que tenho 1 ou nem isso (possuo problemas de socialização graças a minha mãe, é difícil conversar sobre, mas foi uma infância "traumatizante") então não tenho amigos para fazer encontros ou apresentar, por não ser sociável (ou não saber socializar ou ter medo disso) não conheço pontos turísticos da cidade, não vou e nem gosto de ir em baladinhas, mas gosto de festas de aniversário (se tem comida de graça por que não ir né?), Não sou realmente atarefado, trabalho meio período, interações sociais não é algo automático, eu preciso pensar 4 vezes no que vou falar, fico facilmente sem assunto por não ter gostos comuns (meu namorado acha engraçado eu conversando na frente dos outros, mas na verdade eu odeio não saber como agir, odeio parecer um robô ridículo)
Enfim, enfatizando, o post é pra eu saber sugestões de como eu posso equilibrar esses 95%, não precisa ser meio a meio, mas ele dizer que apenas 5% da relação vem da minha parte é triste, mas acredito que é verdade por eu não saber como interagir, como uma pessoa normal age, eu normalmente espero ele fazer as coisas e sigo o fluxo, mas eu não quero que seja assim, fiquei já uma semana pensando, perguntando para a pessoa mais próxima a mim o que posso fazer, mas ele também não sabe muito o que fazer.
Agradeço quem se deu o trabalho de ler, e desculpe caso não for o que esperava, eu estou aqui pedindo sugestões pois é uma droga não saber socializar ou interagir como alguém comum e ter jogado na cara algo assim, e pior, sendo verdade e não saber o que fazer para mudar...
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2020.11.18 05:43 pop-sky-12 Me sinto amarrada num relacionamento que não quero mais.

Gente eu já desabafei sobre isso algumas vezes (não aqui) e tô quase me sentindo aquela pessoa chata que fica reclamando mas não resolve o problema. Mas não queria opinião de homem, pra ser sincera. Tenham paciência comigo eu tô sensível kkk
[ COMEÇO DO RESUMO]
Resumo: Eu e o meu namorado fomos o casal exemplar por uns 4 anos. Todo mundo dizia que a gente era perfeito e etc. Cursamos o mesmo curso na mesma faculdade, mesma turma. E meu namorado logo no segundo ano resolveu que não queria mais saber do curso, que a vida dele era horrível, que ele não tinha sucesso nenhum (mesmo tendo só 23 anos), que as pessoas não notavam ele...
Então quando ele queria trocar de curso e eu falei "tranca", ele brigou comigo e disse que eu era insensível com a situação e que esperava mais compreensão de mim. Na hora estávamos virando uma madrugada de véspera de entrega e eu tinha que fazer o trabalho E consolar ele.
Ele gosta de atenção (ascendente em leão, alguém?) e reclama quando ninguém da nossa turma liga pra ele. E se sente inseguro quando olham e fazem cara de que não gostam. E reclama disso, e como reclama! meu deus do céu...
No começo da pandemia ele surtou por causa da faculdade e eu recomendei que ele fosse atrás de um psicólogo pq eu já não tinha mais disposição, energia ou vontade de debater o mesmo assunto novamente. Pra surpresa de ninguém ele surtou pra cima de mim e nessa hora a bolha do amor fez POP e desde então eu estou absolutamente desencantada.
[FIM DO RESUMO]
Final de outubro, após não nos vermos desde o começo da pandemia, nos encontramos. Minha auto estima tá uma merda, desde que eu entrei na faculdade eu engordei e não consigo me aceitar, mas fui arrumadinha no limite das minhas energias.
Eis que ele me chega com uma touca aleatória de bichinho na cabeça pq tinha raspado o cabelo e não tinha gostado. Isso num calor de quase 30 graus. Eu nunca agradeci tanto estar de máscara pq eu dei aquela torcidinha na boca de desgosto.
Sei lá, a gente tem que ser adulto pra lidar com as consequências não? Eu mesma já tive o cabelo picotado por mto cabeleireiro ruim e botei a cara na rua pq fazer o q, o mundo não para né. E outra: ele tava absolutamente normal de cabelo raspado.
Passeio vai, passeio vem e eu só percebendo o quanto a situação toda tava me deixando desgostosa. Perguntava "e aí, vamos fazer o q?" e ele respondia "não sei, tô te seguindo kkkk". A gente andava e mesmo eu anunciando "vamos no lugar X" e ia na direção, ele trombava em mim pq não sei. Ele não presta atenção em duas coisas ao mesmo tempo, eu acho.
O ápice foi quando subimos a escada de uma loja e ele enfiou a mão por debaixo da minha saia e apertou a minha bunda do nada. Sem contexto. Sem nem um clima. O que me fez lembrar na hora de uma vez que estávamos trocando uns beijos na faculdade, lá no nosso quarto mês de namoro, e ele levantou a minha blusa e sutiã e eu tenho certeza que uma galera me viu pelada. E quando eu me escondi e briguei, tudo que eu ouvi foi um "desculpa" de alguém que parecia que ia chorar a qualquer momento só por eu estar me impondo.
Nessa hora eu só desisti do passeio que tava mais sem rumo que o meu futuro. Aproveitei q n botava a cara na rua fazia mais de oito meses e fui comprar algumas coisas que eu queria (já que qualquer lugar pra ele tava bom). E ainda bem que ameaçava chover e a gente se despediu e foi cada um para o seu rumo.
"ah mas ele deve ser FODA na cama, não?". Não. Quatro anos de relacionamento e nunca gozei com ele. Quatro anos e ele sempre quer só deitar na cama e eu que lute pra fazer tudo.
E eu tô exausta disso sabe?
Ele ficou de cama por mais de um ano quando a namorada anterior dele terminou. Sempre que eu tento debater todas essas coisas que me chateiam, ele ou chora ou me olha com cara de choro e pergunta "você acha mesmo que eu faço isso?" e eu me sinto cansada. Mas não quero na minha consciência saber que ele provavelmente vai ficar doente e eu vou ser a causa.
Tô cansada das mesmas coisas e de só eu buscar novas. Novos passeios. Novas coisas pra fazer. Novas posições. Novos lugares para visitarmos. Maneiras diferentes de demonstrar carinho. De ele sempre me apertar descaradamente na rua e falar "você é a maior gostosa" toda. Santa. Vez. Que. A. Gente. Sai. Bônus: ele não sabe pegar nos meus peitos sem me machucar e em mais de uma situação eu já tentei mostrar pra ele como é.
Tô cansada de me sentir com medo de sair desse relacionamento sem rumo. De tentar olhar pra ele e pensar "quais foram as qualidades que te atraíram nele?" e não conseguir pensar em nada pq desde o surto psicológico do começo da quarentena, só consigo ver defeitos.
Tô cansada de me sentir feia e velha (tenho 26 anos) para tentar algo novo. Mas hoje saí para uma entrevista de emprego e o entrevistador ficava sem graça sempre que eu sorria (mesmo com a máscara, mas eu tenho bochecha grande e acho que dava pra saber os momentos que eu tava sorrindo) e eu fiquei pensando "porra, talvez eu não tenha que ficar penando igual a uma coitada nessa vida não..."
Sempre fui a mais santinha das minhas amigas. Tenho zero experiência com outros caras. Nunca terminei antes. Na minha cabeça eu ia morrer com esse namorado e isso tava bom pra mim. Mas acho que a distância me fez ver que não, eu não tava feliz com isso. Eu só tava tolerando e até a tolerância acaba.
Mas eu me sinto perdida de tudo e nem sei mais o que pensar. Antes eu conseguia ficar quieta sobre isso mas agora tá cada vez mais frequente a minha necessidade de botar isso pra fora do peito.
Sempre ralei pra caramba. Não me importo de ir limpar banheiro se eu precisar de grana. Lutei muito pra entrar numa faculdade de qualidade. E ele tem tudo dos pais desde sempre. Mora a 15min da faculdade (e eu a 2h). Reclama de dormir "só" 7h por noite. E eu, antes da pandemia, dormia em média de 4h a 5h. Sexta feira quando eu ia pra casa dele, só conseguia dormir. E ele veio me chamar pra conversar pq "a gente sempre transou de sexta, a vida sexual é importante, não tô te entendendo, você não me deseja mais?" e eu só conseguia pensar que tinha magoado ele e expliquei que estava cansada. Hoje só consigo pensar "por NENHUM segundo passou pela cabeça dele que eu tava exausta por causa da minha rotina de filha da puta".
Ah, e tem mais essa. As coisas óbvias.
Eu tenho que explicar tudo. Inclusive que ele não pode comer de boca aberta em público.
Não tenho mais saco pra explicar. Será que existe homem que vem com o básico já instalado? Isso é de deixar qualquer uma doida (ai n digam q sou só eu pfvr). E ainda tenho que ouvir ele querer retrucar. "Pq n pode comer de boca aberta?". Não sei querido, a etiqueta diz que não pode.
Tô me sentindo uma adolescente sonhando com um cara que saiba essas coisas de preset e que não me faça sentir como se eu fosse uma mãe, tendo que explicar absolutamente tudo. Mas no fundo tenho medo e muito, muito cansaço. Me sinto imobilizada. E tem horas que só tenho vontade de deixar a maré me levar.
Obrigada por lerem essa Bíblia.
SITUAÇÃO BÔNUS E CRINGE SE VOCÊ TIVER SACO: normalmente minhas amigas choram quando eu conto essa história.
Uma vez depois de transarmos (mal), fui para o banheiro passar uma água no rosto. Ele mora com os pais mas ele tem um banheiro só pra ele. As toalhas todas tem cheiro estranho mas julgolava que era um combo de má ventilação com pouco sol.
Lavei o rosto e sequei na toalha de rosto. Ele entrou no banheiro e começou a lavar o pau na pia. Fiquei bem "ECA!" mas ele falou que era normal e que todo cara fazia isso. Depois ele pegou a toalha que eu tinha acabado de usar pra secar o rosto e continuou a limpar o pau nela.
Eu surtei. De verdade. Não só pq sou toda regrada na limpeza e cuidado do meu rosto. Mas também pq isso não se faz.
E tudo que ele foi capaz de falar foi "mas você põe o pau na boca" e "todo cara faz isso". Eu tive que LITERALMENTE explicar que existe um contexto pra eu botar o pau dele na boca e que ngm que vem na casa dele merece limpar o rosto e a mão na toalha mofada de pinto dele.
Minhas amigas que tem mtos amigos levantaram a pesquisa e até eles ficaram com nojo dessa situação.
Argh me dá vontade de morrer só de lembrar essa história. Me sinto uma idiota por não ter sacado tudo ali naquele momento.
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2020.11.17 07:49 redof089 Ajuda com Amiga

Boas pessoal...Vou tentar ser rápido...
Eu tenho tipo a minha melhor amiga que está num relacionamento abusivo (n fisicamente)... resumindo o cara, não deixa sair com as amigas, não a deixa ter amigos, não a deixa ir a jantares/almoços onde possam ter homens, ele é mto possessivo e ciumento, penso q até acesso ao telemóvel dela tem, vê as msgs dela e os emails....ele quer ser dono dela, ela sempre foi livre e independente que n gostava de dar justificações a ng.... Eu sou homem, sempre fomos tipo os melhores amigos, apoia-mos e nos ajudamos mto... ele n deixa ela falar cmg, ela vai falando sempre que ele n está...Com a pandemia ela perdeu o emprego e até tenho ajudado ela, faz hoje 1 semana que ela precisava de colocar um aparelho nos dentes (ele ia ter com ela nesse dia), ai eu é q ia emprestar, então mandei uma msg normal para ela a perguntar quanto ia precisar, ele soube que ela recebeu uma msg e que era minha (para ele nós n falamos, mas falamos como amigos nada mais)..Ela achou melhor me bloquear no whats, enquanto ele lá estivesse com ela no apartamento que ela está, que até fui eu que aluguei, pq as coisas dela em casa n estão fáceis e está sem trabalho... Eu até entendi (acho ridículo o que ela está a passar), eu sei q ela gosta dele, mas n me parece que esteja a ver bem isto tudo, devo dizer alguma coisa?
Eu ainda estou bloqueado, pq ele ainda lá está, mas eu me dou mto bem com a mãe dela, ela tb já me tinha dito que a irmã está passar por ansiedade e depressão (eu tb já passei por isso), a mãe me disse que a irmã queria ser internada, mandou até print do que enviou para a minha amiga a dizer que se ia suicidar (está a ser acompanhada já), eu sei o q a irmã significa para a minha amiga, que uma vez me disse que s matava se a irmã morresse... Ontem a mãe tb me contou que a minha amiga está com suspeitas de COVID.... Cara isto é mto complicado, pq tenho medo de mandar uma msg normal (sem ser no whatss que ainda estou bloqueado) a perguntar como ela está pq nós somos amigos, eu n mando pq tenho medo que o "namorado" ainda lhe faça alguma coisa e n me perdoava se alguém lhe fizesse mal por minha causa... Cara nem a mãe gosta do namorado dela, pela forma que ele é, ainda a semana passada terminou com ela só pq foi sair com as amigas...

Eu n sei o que devo fazer, isto me provoca ansiedade e nervosismo, pq gostava de saber s ela está bem se precisa de alguma coisa... e tb tenho medo pq a amizade dela significa mto para mim, que o "namorado" tenha feito a cabeça dela de tal forma que nunca mais vai falar cmg...
O que acham que devo fazer? Quando ela me desbloquear vou dizer como isto tudo me faz sentir...
Eu prometi a ela, que n a ia deixar "sozinha" nesta fase difícil dela mas isto tb n é fácil para mim, tb estou a passar uma fase complicada, e esta situação toda com ela me deixa confuso.
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2020.11.13 09:52 Likiluca Meus sogros são legais, mas muito babacas. E eu também.

Bom eu namoro já fazem dois anos e foi um tempo suficiente pra conhecer melhor a mãe e o pai do meu namorado, eles me tratam super bem, a mãe dele me mima muito e o pai dele sempre gosta de conversar comigo. O problema apareceu quando comecei a ter mais contato e estar mais frequentemente com eles na casa ou sair pra fazer passeios juntos.
Começando pelo pai dele que adora conversar ele sempre expressa muito as opiniões dele que batem de frente e são muito contrárias as minhas, faço faculdade voltada para a área da pesquisa científica, e ouvir que "o Corona Vírus não existe e é uma manobra política" é muito mais do que um simples absurdo, os discursos são cheio de racismo velado e preconceitos, em uma situação dessa no cotidiano eu bateria boca e argumentaria, mas ele já é bem velho daqueles que não adianta discutir que não vai mudar e também por ser meu sogro e não querer causar intriga, então acabo simplesmente ouvindo sem concordar, mas também sem discordar.
Já a minha sogra também tem vários preconceitos, mas é daquelas que esconde e não fala na cara, a pouco tempo uma situação me marcou muito, fui convidada para ir com eles fazer um passeio em uma aldeia indígena aqui da região, começou que durante todo o caminho até a aldeia foi cheio de comentarios extremamente preconceituosos sobre os índios, e quando chegamos no lugar tiveram algumas apresentações, nos falaram sobre a cultura e no final eles ofereceram pra gente uma comida tipica muito popular deles, experimentamos e eu e minha sogra comentamos entre nós que era bem gostoso além dela ter dito varios outros elógios sobre o lugar e os artesanatos, mas foi colocarmos o pé no carro para irmos embora que tudo desabou, ela falou o contrario de tudo que tinha dito, desvalorizou o lugar, a cultura, o trabalho, as pessoas e a comida que antes estava gostosa se tornou "ruim e sem gosto, eu faço melhor que isso se quiser" isso me marcou tanto porque eu realmente acreditei em todos os elogios, eu curti muito o passeio e no final só consegui me sentir extremamente frustrada e deslocada, além de me colocar nessa situação de receber vários elogios dela, mas por trás não ser realmente isso que ela pensa.
Enfim, meu namorado nessa historia é bem consciente dessas situações e ele sim argumenta com os pais sobre os preconceitos, mas eles nem dão bola, eu me sinto culpada de ser conivente com eles a partir do momento que eu abaixo a cabeça pra tudo isso. Me faz mal, mas também não é fim do mundo, posso facilmente evitar essas situações por morar longe, mas no fim eles são sim uns babacas e eu também me sinto uma.
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2020.11.12 03:27 bleskode Eu sou o errado na história?

Resumindo: namoro a 3 anos, e eu gosto pra caralho de sexo! Tem pessoa que fala que não liga, que é assexual e não sei oq, eu não consigo entender como tem gente que não gosta de transar, enfim, eu gosto pra caralho! Maaas, minha namorada também gosta, não tanto quanto eu, ai que ta o problema! Transamos toda semana ao sabado na minha casa. Ela não tem tanta libido igual eu, no começo eu pensei que era por conta do anticoncepcional mas no fim, nem era, ja está a meses sem e continua na mesma! Eu sou sempre o que toco no assunto sexo, eu sou sempre o que fala que ta com vontade, sou sempre o que vai atrás, ela nunca vem do nada e tira meu short e começa a me chupar por exemplo, eu que tenho que ir atiçando ela sempre, isso é chato, eu quero me sentir desejado também.
Eu e ela ja discutimos sobre isso, e olha que eu sou um ótimo namorado, sempre liguei para o prazer dela, sempre toco no clitóris dela no começo, durante e até no fim da transa, sempre tento fazer as preliminares antes, mais recentemente comprei um vibrador e um plug pra ela pensando no prazer dela mas mesmo assim, não sinto o que eu queria sentir. Por exemplo, na casa dela a tarde costuma ter ninguém, então perguntei se eu podia ir e ela disse que tinha medo de alguém vir sendo que esse problema é facilmente resolvido fechando as portas e ela ficou botando esse problema, ai decidi deixar pra sabado mesmo mas tipo a resposta dela que eu queria era tipo "você pode vir quando quiser" "quer vir me comer?!" "Vem" sei la, queria até que ela que me pedisse pra ir mas enfim, é sempre eu! Tem infinitas coisas a mais mas eu escrevi esse texto pequeno apenas de servir de contexto para vocês entenderem! Eu queria apenas que ela tivesse mais vontade, ela tem muita vontade na segunda vez seguida, ai ela tem! Enfim, sei la pq tou escrevendo isso aqui, eu e ela acabamos de brigar de novo!
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2020.11.09 17:53 Electronic_Address Acho que eu deveria parar de se preocupar com minha Ex (drogas e problemas psicológicos)

Faz tempo que quero escrever esse desabafo mas não encontro as palavras certas, sempre desisto de escrever no meio.
Alerta de que o texto pode ser grande.
Sim, eu ainda mantenho contato com a ex por vários motivos. A gente meio que se tornou melhores amigos, mas meio que só virtualmente já que nunca mais nos encontramos pessoalmente. A gente sempre troca segredos e confiamos um no outro. Na verdade eu nunca fui de se abrir pra ninguém, é mais da parte dela que ela me conta coisas "confidenciais", desde um relato que ela tinha perdido o vibrador até a experiência com drogas.
Quando eu comecei a namorar com ela percebi que ela era bem desequilibrada mentalmente (eu também era). A gente meio que tinha os mesmos problemas: Depressão, ansiedade, baixa alto estima, insegurança e por aí vai. Na TPM os sentimentos dela afloram ainda mais. Apesar de tudo isso nossa relação era saudável, nenhum dos 2 era ciumento, nem fazia chantagem emocional. A gente praticamente nunca se xingou. Na verdade a gente se ajudou a superar nossos problemas.
O término veio por pedido dela. Era difícil eu sair de casa pra qualquer coisa e a gente morava distante então a relação ficou complicada. Foi no ápice da pandemia do Covid-19 quando tudo estava em Lockdown e eu me neguei a sair pra encontrar ela (tem pessoas do grupo de risco na minha casa) daí ela terminou.
Não demorou pra ela arranjar outro cara mas esse "namoro" novo dela durou só 3 meses. Interpretei isso como uma extrema carência emocional que ela tem. Depois desse término dela ela me ligou bêbada de madrugada (eu sempre achei bem merda ela beber mesmo sendo menor de idade, e ela não bebia latinhas de cerveja, ela bebia LITROS de Vodka). Uma vez chamei atenção dela quanto a isso e ela disse " eu não bebo muito não, só bebo quando tô bem mal" e eu respondi "pior ainda".
A gente foi ficando mais próximo novamente (eu tinha parado de falar com ela por respeito ao novo relacionamento dela). Relatos de como ela se sentia inútil e de como ela queria morrer eram bem frequentes. Eu já tinha recomendado ela procurar um psicólogo, ela disse que ia falar com a mãe dela mas parece que isso não aconteceu. Não demorou muito pra ela vir com uns papo estranho de "já fumou maconha? Vou experimentar semana que vem".
De cara já fiquei bem preocupado com que tipos de pessoas ela ia usar, por que tenho muito medo de ela usar drogas com amigos homens e eles tentarem abusar dela (vocês sabem do que eu tô falando). Eu não falei "cuidado pra não abusarem de ti", eu só falei "cuidado com quem tu usa". Também falei pra ela ter cuidado pra não viciar. Eu sei que a chance de viciar em maconha é bem menor que a do álcool mas sabia também que devido ao emocional dela era bem mais sucetivel ela recorrer a droga como válvula de escape (assim como ela fazia com o álcool) e acabar se viciando.
Até aí pensei "tudo bem, ela vai usar com pessoas que ela confia". Também não acho maconha muito preocupante tendo em vista que tenho primos que usam de forma recreativa e eles não são viciados. Raramente recorrem a maconha pra se divertir e que eu saiba não usam outras drogas.
Depois de um tempo percebi que ela passou um dia inteiro sem me mandar mensagem. Achei bem estranho mas não chamei ela. De noite ela me mandou uns áudios bem estranhos que não dava pra entender nada. Ela falava bem baixinho e a fala dela tava toda enrolada era realmente impossível entender o que ela falava. Eu perguntei "o que?" E ela digitou "deixa pra lá" e sumiu.
No outro dia ela me disse que tinha experimentado o LSD e que ficou o dia todo sobre o efeito. Ela disse que tinha se sentido muito bem e que sorria de tudo no dia anterior mas que hj ela acordou se sentindo uma merda. Expliquei o funcionando do LSD e falei que devido a bomba de Seretonina que ela recebe ela acorda no outro dia se sentindo merda pois ela tá zerada de Seretonina.
A esse ponto eu já me preocupei um pouco, ela tava migrando pra outras drogas. Depois que eu expliquei sobre o LSD ela me prometeu que nunca mais usaria drogas. A mãe dela tava chegando de viagem então eu me senti aliviado pq eu acho que ela não usaria drogas em casa com a mãe lá.
Tudo começou a se normalizar e eu realmente achei que ela tinha largado as drogas, até chegar os dias recentes.
A gente tava tendo uma conversa normal até que eu notei que ela tava usando uma metadinha (famoso couple ou fotinhas combinado) que a gente usava bastante como foto de perfil quando a gente namorava. Perguntei bem despretensiosamente "hmmm tá apaixonadinha é? Usando metadinha" e ela me respondeu "não ele é só amigo" e me mandou um Print da conversa (que eu não pedi) que ela falava pra ele "usa essa foto aqui gay".
O que ela não se ligou, mas que foi a primeira coisa que eu reparei, mesmo antes das fotos foi o contexto da conversa. Dizia assim:
Amigo: tem mais chances de dar overdose Ela: tô ligada, deve ser bom Amigo: é Ela: pega, usa essa foto aqui gay
Eu falei: tão falando sobre dorgas 😳. Ela me respondeu "eita porraaaaaa". A gente conversou um pouco sobre e eu falei "cuidado".
Conversas sobre como ela se sente inútil e descartável se tornaram bem mais frequentes. Ela me contou até sobre a tentativa de suicídio dela. "Eu tentei me enforcar" - respondi "como?" - ela "com uma cordinha". Eu falei "tá doida porra? Se tu morrer eu vou ficar muito triste, tua mãe também." Eu sei que ela gosta muito de mim e da mãe, eu sempre tento fazer ela se sentir amada e querida quando ela fala que quer se matar ou quando ela se sente inútil e descartável.
Hoje eu mandei um bom dia e ela não me respondeu.
Quando deu meio dia, já quase uma hora ela me mandou um bom dia bem eufórico
"Bom diaaaaaaa Eu tô viva manoooooo Eu te amooooooo Eu tô vivaaaaaaaaa"
Ela me disse que tinha usado muita droga ontem. Me falou, falou e não explicou nada mas disse que ia me contar tudo (porra ela realmente confia em mim). Me disse que ainda tava mal e sumiu de novo.
Ela me disse que tinha usado 2 balas (ecstasy), LSD e "outros bagulhos lá". Ótimo era tudo que eu precisava: agora ela também tá no ecstasy e tá usando "outros bagulhos lá". EU NÃO SEI NEM MAIS QUE PORRA QUE ELA TÁ USANDO!!!
A situação tá ficando fora de controle. A gente já tinha marcado de se rever sábado. A gente vai tomar sorvete, como fazíamos antes. Mas lógico: ela cogitou a ideia de a gente fazer "outro tipo de rolê": dormir na casa dela, usar LSD e ficar loucão. Que ótimo, muito saudável! Nem precisei falar nada ela mesmo mudou de idéia e resolveu ir tomar sorvete mesmo.
Eu nem sei se eu quero mais ver ela. Ela se transformou numa pessoa muito diferente da pessoa que eu me apaixonei. Agora eu tenho que segurar as crises de depressão dela, principalmente depois que ela usa essas porcarias que é quando ela fica pior.
Porra é muita responsabilidade pra mim, ela completou 18 anos esse mês e eu vou fazer 17 ainda semana que vem. Eu sei que é contra as regras do grupo revelar a idade se eu for menor de idade mas isso é pra contextualizar de que de que isso é muito peso pras minhas costas.
Eu sei que eu deveria contar isso pra mãe dela mas como que eu vou falar isso???? Além disso se eu contar a confiança que ela tem comigo vai acabar completamente e isso pode ser ruim pro emocional e psicólogo dela.
Isso tá se tornando um fardo imenso. Toda vez que ela me fala que usou drogas eu me sinto muito merda. Vejo uma pessoa se afundar em depressão e drogas na minha frente e não faço nada. Eu tô simplesmente congelado de medo.
Isso tá me fazendo muito mal, as vezes dá vontade de chorar quando ela me fala essas coisas e eu penso em simplesmente cortar ela da minha vida por que o que era uma relação de amizade saudável entre ex namorados agora é algo que só me puxa pra baixo. Realmente é bem covarde e egoísta deixar ela assim pra trás mas é o que eu sempre fui, sempre fui um COVARDE fugindo dos problemas.
Além disso minha mãe anda falando muito em se mudar de cidade. Uma hora eu vou embora e minha ex não vai me ter mais aqui pra ajudar ela com as merdas que ela faz. Ela precisa saber o que faz sozinha.
Preciso ir cortando nosso laço pouco a pouco. Desaparecer gradualmente até que ela não perceba minha ida.
Se a gente não tivesse insistindo em continuar se falando depois do término isso não estaria acontecendo (não comigo) e eu iria se lembrar dela sempre como a pessoa mais incrível que eu conheci, mas agora... Agora todas as memórias bonitas que eu tinha sobre ela estão desaparecendo por que ela virou outra pessoa.
Obrigado a você que leu até aqui.
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2020.10.17 18:12 MenteConfusa Pensando em desistir

Esse desabafo foi extremamente necessário, feito por uma pessoa muito confusa com tudo, que não consegue colocar seus pensamentos em organização e alcançar suas metas e objetivos. Eu sei, ficou realmente grande, mas é uma forma de eu mesmo tentar me ajudar, colocando tudo o que dói pra fora, visto que não converso com ninguém sobre isso, o que talvez seja mais um problema que só percebi agora
Escrevam sobre o tópico que lhes interessa e já vai me ajudar muito, dificilmente alguém vai ter um bom conselho pra tudo
Sou um rapaz de 20 anos com muitos sonhos, muitas metas pro futuro mas que não consegue colocar tudo em prática. Não sei se o que me falta é foco, ação ou o que mais. Na verdade quando penso o que quero e preciso fazer minha mente gira por tantos assuntos que não consigo organizar meus pensamentos e metas, foi daí que comecei a escrever pra dar um rumo
Geralmente passo meus dias fazendo algumas coisas que vão dar resultado a longo prazo, como tentando cuidar da minha aparência, do meu corpo e fazendo as obrigações diárias. Acabei o ensino médio há um tempo e não encontrei nenhuma faculdade que tenha o que realmente quero. Eu vejo faculdade como uma encheção de saco gigante, eles colocam matérias só pra cumprir com o que o MEC pede e quem se fode é o estudante que perde muito tempo. Eu tava procurando alguma facul rápida por aqui que tenha a ver com gestão, administração, empreendedorismo, marketing, vendas, mas não encontrei ainda uma de qualidade que seja tecnólogo (2 anos e meio de graduação)
Todo o meu ensino até hoje foi público e de péssima qualidade. As vezes nem tinha aula e os professores lecionavam em áreas que não estudaram, o que tornava tudo ainda pior pra absorver. A estrutura era ruim, os professores eram ruim, os alunos eram ruins e você não tinha nada no que se espelhar. No fundamental sofri um pouco de bullying que foi o suficiente pra me traumatizar por um tempo, sempre que eu pensava em ir para a escola me dava calafrios. Se não fosse o meu melhor amigo, eu teria reprovado, ele era a única inspiração e motivação que eu tinha, fazíamos as atividades juntos e um se espelhava no outro, pois éramos os melhores da escola (título fácil de alcançar)
Minha família não é muito de conversar sobre os problemas, isso já é de muito tempo e é meio que cultural entre nós. Não converso sobre nada com meu pai, mas ele quase sempre me deu tudo o que preciso, é uma pessoa liberal, me deixando sair quando quiser e o tempo que quiser, só não gosta que eu mude minha aparência ou se envolva com cigarro ou coisa pior, beber pode. O que mais me deixa confortável é que ele não me pressiona de forma nenhuma sobre eu não estar trabalhando ou não dar nenhuma atualização sobre o que quero fazer, na verdade não sei nem se ele se importa tanto com o que quero, só com que eu consiga logo. Esse tempo é muito importante para um jovem que ainda precisa se decidir e precisa de tempo pra bolar algo que dê certo. Se não fosse pelo PS2 que ele me deu quando eu tinha uns 7 anos, eu não teria aprendido inglês cedo, o que prejudicaria muito das coisas que sei hoje e pior, eu procuraria lazer na rua, com amigos aqui da favela que seguiram por caminhos não convencionais de se ganhar dinheiro, e provavelmente eu faria o mesmo. Meu pai é a pessoa que eu mais amo no mundo, uma das minhas metas é ter uma boa relação com ele
Meu pai tem problemas de saúde como diabetes e pressão alta e não importa o que aconteça ele continua se alimentando mal, mesmo sabendo do pior. Eu sinto que ele pode morrer e se isso acontecer eu não vou me perdoar nunca. Eu fico puto pois passamos por um problema recente e ainda assim ele ainda não mudou, problema esse que vou citar agora
Recentemente minha mãe morreu, mas eu não me sinto confortável em contar os detalhes aqui. Meu pai foi essencial pra resolver toda a situação, mesmo os dois sendo separados há anos, ele tankou a maior parte da dor por mim e minha irmã.
Acredito que prevenir é a melhor coisa que existe pra viver bem com a própria mente, anotar todos os problemas e desejos e fazer eles o mais rápido o possível, para que você saiba que quando algo de ruim aconteça, você fez o possível. O problema é que não consigo, meu bloco de notas fica cada vez mais cheio, tem coisas de um ano atrás que não concluí ainda
O que mais me ajudaria agora é fazer dinheiro com algo que eu gosto. Prezo muito o tempo e sei que é a moeda mais valiosa que existe, então eu não gosto de gastar meu tempo com um trabalho que eu nao gosto, mas a ironia está em que eu gasto muito meu tempo com coisas inúteis no celular, quando poderia estar fazendo dinheiro com algo que não gosto. Sou burro
Sonho em ganhar dinheiro enquanto evoluo minhas próprias habilidades e coisas que eu gosto, ajudando pessoas e a mim mesmo. Talvez com assuntos políticos, religiosos, comunicativos, ajudando pessoas, evoluindo a mim mesmo, espiritualidade, jogos, lore, curiosidades, entretenimento, ajuda aos animais e blá blá blá. Uma plataforma que eu conseguiria fazer isso é o YouTube, mas preciso de um planejamento gigante e fico empacado no overthinking, sem agir de verdade. Outras formas de fazer money que eu amo é empreendendo, pois amo ser o dono do meu próprio negócio, odeio ter chefe e horário pra chegar em um lugar e valorizo meu tempo. Fazendo investimentos, pois em algum momento vou querer viver só de renda, e essa forma de fazer dinheiro junto com o empreendimento me permite ajudar muita gente mesmo, através de educação ou investindo nelas, talvez eu pense em seguir uma carreira política no futuro, visando evoluir minha comunidade, cidade, estado e região
No começo do ano eu sonhava em viajar pro exterior e trabalhar lá com programação, fazer muito dinheiro na Europa e voltar, mas aí eu pensei 'vou gastar anos trabalhando com algo que eu apenas gosto (não amo) sendo que eu posso fazer dinheiro fazendo algo que amo, evoluindo as áreas que amo com a consequência que vou demorar um pouco mais pra conseguir esse dinheiro? E decidi mudar de profissão desejada. Já fiz isso umas 6x esse ano, até que estou aqui. Só esse ano já mudei de faculdade desejada umas 10 vezes até desistir. Eu queria uma facul de empreendedorismo mas só tem no sul, porém acho que pego alguma de administração tecnólogo por aqui. Eu pretendo ser bem versátil, pra caso dê ruim no YouTube, empreendimento e investimentos, eu tenha um caminho de saída, uma porta de emergência, mas ainda estou MUITO confuso nessa área que é talvez a mais importante
Penso que se eu morar sozinho vou ter foco 100% em mim, pois um dos maiores problemas que vi é que as pessoas ao meu redor sugam o meu potencial. Desde que minha irmã voltou a dividir quarto comigo quando começou a pandemia, eu venho definhando cada vez mais, comprei The Witcher 3 pra passar a quarentena e todas as minhas metas e meu progresso foram por água a baixo, eu me viciei de novo em jogar mas ultimamente já resolvi. Ela suga minha mente, poluiu meu quarto com as coisas dela e eu não tenho mais espaço nenhum em casa pra fazer minhas coisas. Quando minha madrasta chega a noite eu fico 0% produtivo. O único momento que eu me sinto bem é de madrugada, quando todo mundo tá dormindo e eu consigo usar meu tempo de uma boa forma, ao menos conseguiria se eu não procrastinasse. Atualmente não estou acordando nesse horário pois meu sono está desregulado.
Ultimamente me apaixonei algumas vezes mas não passou de uns meses ficando. Tenho dificuldade pra conhecer pessoas novas, mais ainda de conhecer pessoas que eu me interesso, então acabo ficando carente por bastante tempo, até me apaixonar de novo. Tenho alguns traumas de relacionamentos então me sinto com o pé atrás de namorar de novo, mas queria muito arriscar, só falta a pessoa
Quero morar só, porém pra isso preciso de dinheiro, porém pra ter dinheiro preciso fazer dinheiro, pra fazer dinheiro preciso de espaço pra colocar minha mente no lugar, pra ter esse espaço preciso que minha irmã suma, ou que eu ative algum modo secreto onde eu consiga me esconder em uma bolha pra me desenvolver, ou me suicidar, ou que algum milagre aconteça... Eu não sei o que fazer... Talvez se eu apenas fazer, aconteça...
Como já falei, ainda não pude resolver esse problema familiar pois não costumamos conversar, pra piorar tudo ainda tenho que aturar o namorado dela que é um pé no saco, dormimos nós 3 em um beliche em um quarto de 2m², não vou entrar em mais detalhes pois aí envolve a vida particular dela
No mais eu sou uma pessoa extremamente feliz. Não fico triste com felicidade, as vezes só fico puto com facilidade. Tenho muita dificuldade em chorar, não sei se isso é um traço de frieza, de felicidade ou de pouco espaço pra tristeza, mas no geral as emoções que envolvem relacionamento me afetam muito. Odeio sentir ciúme, odeio me apaixonar e depois perder essa pessoa, são nesses poucos momentos que eu choro de raiva. Tenho alguns muitos amigos e o pico de dopamina produzido pelo meu cérebro é quando estou em festas com eles, me drogando e curtindo. Amo meus amigos demais, a maioria deles fiz na escola e foi a única coisa boa que tirei de lá
Talvez eu conseguisse progredir se simplesmente desistisse de tudo e levasse uma vida genérica. Talvez seria mais fácil se eu pensasse menos e desse menos importância pras coisas, o famoso 'deixa a vida me levar'. Talvez com o tempo minha mente se acostumasse e eu não me importaria mais
Escrever me ajuda muito, então mesmo que não tenha nenhum comentário aqui, isso me ajuda a organizar meus pensamentos
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2020.10.13 12:38 CozyRetreat Desabafo/dúvidas de um gay que não gosta de penetração

VERSAO RESUMIDA: Odeio penetração mas quero muito ter um relacionamento sério com alguém, e tenho medo de que qualquer pessoa vai se sentir sexualmente frustrada. Entendo que há gente como eu mas parece muito difícil de dar a sorte de encontrar e se relacionar com alguém assim. Você acha que estou exagerando? Conhece pessoas que também não gostam? Por favor me ajudem a não me sentir mais um lixo por causa disso :(
Segue a versão completa abaixo:
Tenho 22 anos e nunca tive atração por penetração. Pelo contrário, acho algo broxante, não consigo nem ver pornô em que há penetração. Até fiz poucas vezes mas o que senti variou de "totalmente sem graça" (como ativo) a "totalmente desagradável" (como passivo, e não foi por dor e nem por masculinidade frágil). Acho tão ruim que só de saber que a outra pessoa pode querer fazer, já estraga toda a interação sexual pra mim, incluindo as outras coisas que eu gosto, como masturbação e oral. Não rola pra mim essa ideia de que aos poucos eu "aprenda" a gostar, acho ruim demais pra isso acontecer.
Isso está acabando com minha autoestima. Sinto que todo mundo gosta de penetração, mesmo que alguns gostem só em ocasiões especiais. Logo, tenho a sensação de que minha sexualidade sempre será insuficiente, portanto eu só sirvo pra ser um ficante ocasional e nunca um namorado.
Isso me deixa muito triste pois eu não tenho interesse nenhum em "ficar". Quero muito ter um relacionamento sério (fechado) e me parte o coração sentir que devido à falta de penetração a outra pessoa iria ficar frustrada ou reprimida comigo.
Sei que há caras que se denominam "gouine" mas honestamente não conheço ninguém assim, no máximo pessoas que não gostam "tanto" de penetração mas gostam. Me parece tão improvável e difícil achar alguém que fique satisfeito com a ideia de NUNCA mais ter penetração.
Estou desesperado e tenho chorado há meses por causa disso. Sinto que jamais serei suficiente pra alguém, e que se alguém acabar comigo vai ser por ter desistido de algo melhor...
Algum de vocês passa ou passou por algo parecido? Vocês são/conhecem gays que não gostem de penetração de jeito nenhum? Você acha que alguém que gosta de penetração "às vezes" ou "um pouco" poderia ficar 100% sexualmente satisfeita com alguém como eu?
Nota: Não acho que seja questão de hormônios/libido nem de assexualidade. De forma geral eu realmente sou uma pessoa "pouco" sexual, tanto que nem sou muito fã de beijo de língua nem de atos mais intensos. Porém sinto sim atração e vontade sexual de outras coisas, geralmente as que o povo chamaria de "só preliminar". Pra mim são mais do que o suficiente e ir além disso me deixa desconfortável.
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2020.10.12 06:00 vini_paviotti Não sei mais oque é real

Antes de tudo, eu queria poder conversar com alguém, alguém que não me julgasse, e não me conhecesse também. Bem, faz algum tempo que fui diagnosticado com ansiedade, desde criança eu tinha alguns sintomas, mas agora nos meus 18 anos isso se agravou, creio que evoluiu para um quadro de depressão, ainda não sei bem, pois ainda vou no médico, e tudo piora com as minhas experiências de vida, que vou conta algumas aqui. Já faz um tempo, eu tinha namorado uma garota, ela tinha vários problemas também, e um deles era anorexia, eu tentei de tudo para ajudar, e ela obteve uma melhora, mas depois de tantas brigas, e discussões, a gente optou por terminar, isso me desgastou demais, enfim, cada um foi pro seu canto. A pouco tempo, conheci outra garota por um amigo meu, que havia ficado com ela, quando a gente começou a se falar eles já não se falavam mais, e bem, posso dizer pra vocês, no início, quando estávamos ficando eu não queria nada sério, porém, ela sim queria, e no fim eu acabei namorando com ela, acabei gostando muito dela, pode se dizer, que eu comecei a amar de verdade, mas eu, mais uma vez, fiz merda, e terminamos pelo mesmo motivo, pois sou uma pessoa triste, e paranóica demais, eu acho que sempre estão contra mim, ou que estão me traindo, mesmo que eu não tenha motivo nenhum para acreditar nisso, enfim, ela terminou comigo perto do meu aniversário, no início não doeu tanto, mas depois, acabei ficando muito mal, por conta de mentiras que falaram pra mim sobre ela, acabei ficando muito mal, até que resolvi esclarecer tudo um dia, que era justamente o dia do meu aniversário, e de longe foi o meu pior dia, ela me ligou e meus amigos estavam todos preocupados, pois nesse dia, eu tentei me matar, engoli muitos remédios, por sorte ou azar, eles não eram tão nocivos assim, só senti muito sono, quando eu voltei do hospital, todos, inclusive ela, tinham me mandado várias mensagens, nesse dia eu não parava de chorar. Desde então, eu e ela nos falamos as vezes, e hoje em especial, eu tava muito mal, e resolvi mandar uma mensagem pra ela, ela disse que queria conversar comigo também, disse que se eu sentisse no meu coração, eu e ela podíamos se falar pessoalmente, ela disse que não sabia quando, mas teria que ser em uma sexta, a mãe dela antes não queria que a gente se falasse quando terminamos, mas agora, ela disse que eu e ela poderíamos conversar pessoalmente, eu falei coisas muito rudes pra essa garota, mas cara, eu sinto de verdade que eu gosto dela, só não sei se ela gosta de mim ainda, ela disse que quer falar comigo pessoalmente, só não sabe quando, pois segundo ela, temos que esperar a poeira abaixar, ela fala que gosta de mim aínda, e que nos podíamos até retomar o relacionamento, mas eu não sei, pois todas as pessoas a minha volta eu não consigo confiar, cada um conta a sua versão, sobre mim, sobre ela, enfim, esqueci de mencionar, mas eu tenho vários vícios, drogas, pornografia, e por aí vai, e isso tá acabando comigo, eu não sei mais oque é real, e oque não é, estou confuso, eu essa garota iremos fazer uma chamada terça, eu disse para ela me chamar, vou esperar dela isso, mesmo se por ventura ela ligar pra mim, eu não sei se eu devo encontrar com ela novamente, ela disse que iria me ouvir, e se eu me tratasse, e buscasse ajuda, eu e ela podíamos reatar, eu não quero me alimentar com falsas esperanças, mas eu ainda amo muito ela, e não sei se devemos ter essa conversa mesmo, minha cabeça tá uma confusão, eu não sei mais em quem acreditar, não vejo mais motivos para estar aqui, eu de verdade, tô muito mal. Desculpa pelos erros de português, e perdão se ficou meio confuso, afinal, a minha mente tá uma confusão...
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2020.10.10 00:39 geminianopensativo Te desejo, mas quando estamos juntos te quero longe

Estou há três anos numa cidade muito distante da minha por conta da faculdade e já namorei duas vezes. A primeira eu me arrependo e a segunda eu ainda não entendi o porquê de ter terminado. Sobre o último namorado, ele é ex do meu ex.
Numa madrugada dessas começamos a falar sobre sentimentos, porque a gente se gosta, eu gosto dele ...mas ele não se permite a gostar de mim (não entendo) tenho a teoria de que quando não tínhamos rotina, nos dávamos super bem, mas depois começamos a trabalhar e não ter tempo para fazer coisas diferentes como acampar, dormir fora, ou passar um fds diferente e gostoso....
Nessa conversa, ele me disse:
"Sei lá, pra mim é mais complexo que isso. Sempre penso que tem algo por trás das escolhas... se tu sente falta não tem um sentimento, mas tem vários, e esses podem estar misturados... Também sinto tua falta, mas qdo estamos juntos quero estar separado 🥴 Pois é, isso msm. Gosto mto dos nossos momentos, sinto vontade q voltassem, da praia, dos passeios, fotos... Mas sei lá. Sinto que não te conheço. E não é culpa tua, sendo que eu q te imaginei mto de um jeito e hoje tu é completamente outro, e talvez a saudade seja uma forma de voltar pra aquele lugar da memória. De como me sentia contigo. Enfim. Desliguei esse rolê todo da pandemia pra cá, tô aproveitando pra focar nos meus planos e te curtindo até sabe lá quando... Um dia tu vai embora. Eu talvez se tudo der certo e eu não surtar até lá."
E estamos sempre indo nesse vai e volta e eu quero ficar com ele ... Mas do jeito que está a situação, ele perdido e confuso...pra mim não dá...ele diz que eu mudei, mas acho que isso refletiu de eu estar com um pé atrás sempre porque sei que iremos nos afastar mais uma vez ... É um ciclo SEM fim. Já brigamos FEIO e voltamos como se nada tivesse acontecido..SOS
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2020.10.07 06:01 contadescartavel12 vale a pena?

[aviso de textão]
Primeiramente boa noite a todos que se dispuseram a ler. Prazer, sou um rapaz de 20 anos que já perdeu o amor na vida a muito tempo.
Talvez eu tenha depressão desde os 13 anos ou antes, depois de tanto tempo já deixei de sentir tristeza profunda, agora todos os meus dias são só vazios e sem esperança. Durante a minha adolescência o que me mantinha de pé era me embriagar até desmaiar e um tempo mais tarde foi os alucinógenos que me davam alguma alegria, nunca fui viciado em nada disso, mas nunca fiz um uso consciente tanto do álcool quanto do LSD. A única certeza que eu tinha é que eu tinha que morrer antes dos 18, fui fraco, não foi por medo nem nada, eu sou ateu desde que me entendo por gente então a única coisa que eu tenho certeza na vida é que o suicídio é a porta de saída de toda essa merda, porém não o fiz, ainda não entendi o motivo disso.
Não sei como nem o porquê deixei eu chegar nesse estado em que me encontro, hoje me sinto mais sozinho que nunca, não existe ninguém nesse mundo em quem eu possa me apoiar, dai vem o questionamento do título: vale a pena viver uma vida sem esperança, sonhos e alegria?
Sobre família:
Durante muito tempo senti muito ódio dos meus pais e parentes, odeio eles com todas as minhas forças, mas hoje é mais um sentimento de desprezo. Meu pai foi ausente toda a minha vida, ele aparecia uma vez por semana completamente por obrigação social e para mostrar pros outros que ele ainda tinha o mínimo de ombridade, então ele sempre foi um nada pra mim. Minha mãe me teve de uma gravidez acidental e imagino eu ela tem na cabeça dela que eu tirei os anos de ouro da vida dela, então ela me odeia e o sentimento é recíproco. Nunca houve nada muito grave para odiar eles, mas mesmo assim tenho meus motivos e acho que não cabe aqui me apegar a muitos detalhes.
Sobre amigos:
Durante a escola eu sempre fui muito comunicativo com as pessoas, pelo menos na minha visão acredito que se perguntarem para qualquer colega das escolas que estudei vão falar que sou uma pessoa muito engraçada e legal de conversar, mesmo sendo essa pessoa agradável acho que posso ser considerado o "invisível". Eu acredito piamente que as pessoas gostavam de mim, mas ninguém lembrava de mim, sempre me convidavam por dó para fazer as coisas ou sair com os outros, nunca fiz parte de um grupo, sempre fui o excluído mesmo quanto tentava me enturmar mais. Eu podia conversar todo dia o dia todo com a pessoa e mesmo assim fora da escola eu nunca era mais que um colega. Hoje posso dizer que me restaram 2 "colegas" que não posso afirmar que continuaram a lembrarem de mim por muito tempo.
Sobre relacionamentos:
Já adianto que não estou nem perto do padrão de beleza, sou só uma pessoa nada demais. Nunca namorei nem mesmo fiquei serio com alguém, já fiquei com algumas meninas mas na muito além disso. Talvez eu possa ser considerado demissexual, mas não tenho certeza disso, por não me interessar por sexo e buscar a mulher certa para amar e ser amado, sempre fui chamado de "viado", o que fez um estrago muito grande na minha cabeça e na época me fazia perder completamente minha autoestima.
Nessa época no meio de tudo isso passando pela minha cabeça fui usado por uma menina que queria fazer vingança pro ex namorado dela que era um dos meus melhores amigos (só pra esclarecer, ela armou tudo, esperou eu ter bebido uma garrafa toda de destilado para poder ficar comigo e ter alguma prova pra esfregar na cara do ex dela. Ela fez isso com pelo menos mais 3 pessoas.). O resultado disso foi eu recebendo chantagem psicológica por alguns meses enquanto eu tinha que abaixar a cabeça pra essa pessoa. Isso mexeu muito comigo na época, eu sentia muita culpa e nojo de mim mesmo.
No mesmo ano que isso aconteceu eu me apaixonei por uma colega de classe do cursinho, ela me tirou completamente do fundo do posso que eu estava. Nós andávamos juntos o tempo todo, almoçamos juntos, assistíamos aulas juntos, enfim, eramos muito ligados. Chegou um ponto que todo dia vinha alguém perguntar pra mim se a gente estava namorando, eu não tinha nem ficado com ela, estava criando coragem e estava conseguindo superar os traumas do passado para pedir pra ficar com ela. Bom, depois de uma sexta-feira em que foi o dia perfeito de nós dois juntos decidi que segunda sem falta iria tomar coragem e pedir para ficar com ela. No grande dia, ela chaga na sala de aula, dou bom dia e ela senta bem longe de mim, depois desse dia nunca mais ouvi a voz dela. Toda vez que me aproximava ela fingia mexer no celular, se eu perguntava alguma coisa ela fingia que não ouvia, me senti mais uma vez um invisível. Imagine uma pessoa que você gosta e considera muito de um dia para o outro começar a te ignorar, chegou ao ponto de eu sentar na frente dela e dizer exatamente essas palavras "[nome], eu te fiz alguma coisa? Você tá estranha comigo esses dias, eu não sei se eu te chateei com alguma coisa, mas me desculpa do fundo do coração, conversa comigo o que aconteceu que eu prometo que vou consertar." bom ela só abaixou a cabeça e fingiu mexer no celular bloqueado enquanto eu falava e dizia que tava tudo normal e que ela não sabia do que eu tava falando.
Depois disso a vida voltou a não ter brilho de novo, fiquei os últimos meses do cursinho sentado no meu canto sem falar praticamente com ninguém,esse ano passei numa faculdade que vou ter que dar o que não tenho por 6 anos para me formar. Agora só preciso esperar a pandemia acabar para começar a faculdade, ou seja estou a quase um ano dentro de casa esperando e pensando muito sobre a vida... eu sei que tem gente com muito mais problema que eu, mas eu cheguei a conclusão que não vale mais a pena... acho que meu eu de 5 anos a traz tinha toda a razão...
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2020.10.07 04:26 Brunitas Acho que estou me apaixonando pelo meu melhor amigo, mas ele gosta de outra

Olá Galera tenho 18 anos e ele 20 aqui vai nossa história A gente se conhece a quase dois anos (trabalhamos juntos), e assim a gente vem ficando bem próximo (sempre fomos) mas não como agora... ele vem demonstrado muito carinho por mim, mas eu entrei em Pânico e arranjei uma amiga minha pra ele ficar (uma menina q ele sempre achou bonitinha) e aí ele meio que começou a falar muito dela pra mim, mas ele continua amoroso comigo... e eu acho que gosto dele, mas não quero falar porque não tenho certeza e tenho medo de estragar nossa amizade, pq eu amo muito ele como amigo, mas n sei se é algo mais... ou se pode ser... Eu tenho ciúmes gosto de ficar perto e conversar com ele, de andar na moto dele... porque aí posso ficar mais tempo abraçada com ele, mas e se eu estragar tudo? se for um sentimento passageiro ou eu fugir? alem de que não amo a mim mesma e sei que isso é importante antes de qualquer coisa, mas minha maior preocupação é que eles estão ficando próximos e eu não sei oque fazer pois tá me incomodando tanto... E também nem sei se ele gosta de mim, ele age como se sim, como se fossemos namorados, e ele até brinca com todos dizendo que somos, mas a gente nunca nem se beijou... até porque nós dois somos muito devagar e sem atitude. É isto, não sei oque fazer... me declarar e perder uma amizade ou deixar as coisas estranhas ou receber um não e ficar magoada, ou... ficar calada e ver ele namorando (provavelmente) essa menina e eu ter que fingir que não é nada demais.
Edit: A gente se beijou e foi muito bom, mas depois quando ele me trouxe em casa eu tentei de novo mas ele não foi, e minha amiga odiou o fato da gente ter ficado (até pq foi na casa do namorado dela) e agora parece q tudo piorou
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2020.10.06 22:10 helloraphone Estou apaixonado, mas tenho medo

Em janeiro deste ano, terminei um relacionamento de 11 anos e meio que me fez sofrer demais. Sofri tanto que terminei por telefone dizendo "estou encerrando esta ligação e nosso relacionamento". Desde então, nunca mais falei com o ex e minha vida segue normalmente. Mas que ano errado para terminar um namoro e ver as possibilidades, não é mesmo?
Desde então, estou no Tinder, saí com alguns caras.
Logo depois do carnaval, dei um match FODA. Era um baiano que passou o carnaval em São Paulo e tinha acabado de ir embora para a Bahia. Chama-se Theo, tem 28 anos, é de Áries com ascendente em peixes. Ele programava passar o aniversário dele, em abril, em São Paulo. Como sabemos, os planos foram por água abaixo, mas mantivemos o contato e nos falamos quase sempre desde então. Somos muito sinceros um com o outro, temos o mesmo gosto musical, temos assunto que não acaba mais, ele gosta de cozinhar, eu também, além de ser 100% meu estilo fisicamente. Chegamos a fazer chamada de vídeo de mais de três horas de duração sem ver o tempo passar. Agora, ele pretende vir para São Paulo em novembro, no entanto depende do processo seletivo de uma pós-graduação para isso acontecer. Esta seria a chance de nos conhecermos pessoalmente e provar se nossa química bate mesmo.
Com a pandemia, em Abril, vim para o interior de São Paulo resolver umas coisas e apenas voltei para a capital para resolver algumas coisas, mas estou aqui quase que direto desde então. Até conheci algumas pessoas e alguns deles viraram amigos, pois não gostaria de me comprometer, já que tinha o Theo como principal pretendente.
Só que em Junho conheci o Thiago (mudei o nome pois a cidade é muito pequena e só ele tem o nome real dele aqui), nascido aqui na cidade, com 28 anos, áries com ascendente em escorpião. O tipo dele me agrada demais, mas nem chega perto do estilo do Theo.
O que era para ser apenas uma trepada, acabou meio que saindo do controle. Sentimentos aflorados por conta do isolamento, um ótimo encaixe na cama e acontecimentos diversos (o pai dele faleceu pouco mais de um mês depois de nos conhecermos) fizeram com que nos uníssemos mais e me despertasse sentimentos que eu não esperava. Frequentamos a mesma religião, somos da umbanda, vou ao terreiro que ele vai mais de uma vez por semana, conheci os irmãos dele da casa, já convivo um pouco com todos os amigos dele. Ele se declarou muito para mim e eu sempre tentei puxá-lo para o chão, para não se iludir - afinal, tenho o Theo ainda como prospect.
Viajei para São Paulo por alguns dias e, antes de ir para lá, Thiago conversou comigo dizendo que era melhor pararmos naquele momento. Eu concordei. Mas, otário que sou, acabei me apaixonando e ele assumiu que só estava com medo de se envolver ainda mais. Quando voltei, continuamos a nos ver e seguimos o baile.
Apesar das afinidades com Thiago, ele tem alguns comportamentos que não me agradam. Ele usa maconha com frequência, o que já não ligo mais, mas chega a usar drogas mais pesadas eventualmente, tem um pouco de ciúmes e nas últimas vezes foi um pouco mais hard no sexo, o que chega a me machucar, mas sempre peço para ele se controlar - e ele se controla. Só que eu adoro sexo oral, e ele não faz em mim, apenas eu nele.
Recentemente comentei com uma amiga da família daqui da cidade com quem eu estava me relacionando e ela chegou a falar que ele foi até preso. Cheguei a fuçar sobre a vida dele e encontrei, de fato, esta informação. Mas aparentemente foi uma situação de desacato, o que, para mim, não parece tão grave, principalmente levando em conta o fato de ele ser negro e a cidade ser um forte reduto racista, com histórico nazista, etc.
No penúltimo final de semana, fomos para uma cachoeira aqui mesmo na cidade. Conversamos um pouco, ele me confessou continuar com medo de se envolver, mas disse que conversou com a Pombagira da mãe do terreiro que frequentamos, e ela disse que nossos caminhos se cruzaram para não se separarem mais, mas não liguei tanto pra isso, pois acredito que nós mesmos traçamos o nosso destino, dentro do nosso karma e das possibilidades que temos.
Depois que fomos embora da cachoeira, eu vim para a minha casa, conversamos coisas agradáveis pelo WhatsApp, sobre como tinha sido o dia, ele me mandou as fotos que tiramos (primeira foto juntos em três meses nos vendo) e pediu para que eu olhasse o status dele (os stories do WhatsApp). Aí que me deparo com a nossa foto e a legenda "o dono do meu <3", seguido de um print da conversa que estávamos tendo, em que eu agradecia pela oportunidade de conhecer coisas novas (sou super urbano e nunca tinha ENTRADO em uma cachoeira até então).
Essa publicação dele me deixou surtado, pois não esperava que ele fosse revelar para a cidade toda nossa relação e, de quebra, fazer uma declaração para mim para todos os amigos DELE verem (ainda bem que não temos amigos em comum).
Naquele mesmo dia, ele foi para um bar com amigos, desapareceu completamente até segunda-feira, quando dei um puxão de orelha nele por conta destas atitudes, o que influencia principalmente as atividades religiosas que praticamos, que requerem um período de resguardo, sem drogas, evitando o álcool e também sem sexo.
Esta semana nos encontramos novamente para finalmente ficarmos juntos um pouco. Não transávamos há algumas semanas e não estávamos com tempo para ficarmos um tempo considerável juntos. Só consegui encontrá-lo às 19h de sábado, transamos e não era nem 20h já tinha amigo mandando mensagem para irmos para o bar nos encontrarmos com ele. Eu realmente esperava que fôssemos passar um tempo juntos de verdade. Mas, no bar, eu quase não tenho atenção, ele facilmente exagera nas doses, mistura bebidas. Para ajudar, um dos amigos dele estava com cocaína e cheguei a suspeitar que ele teria cheirado também. Imediatamente após minha suspeita, o levei para um canto e joguei a real: "enquanto tiver maconha e álcool, eu aceito. A partir do momento que você passar deste ponto, eu não estou mais aqui". Ele disse que não tinha cheirado, decidi por acreditar nele.
Nas duas únicas vezes que fui para o bar com ele, confusões aconteceram. A primeira, ele se alterou com os amigos e eles começaram a discutir entre si. Na segunda, um dos amigos exagerou na dose, e ele ficou ali para controlar a situação (mas sempre com discussão e atitudes exageradas). Ambas as vezes, eu apenas assisti, de longe, pois bebo muito pouco e mal conheço aquelas pessoas, mas entendo que não sejam as melhores companhias. Soube que um deles, que namora, faz bicos de garoto de programa escondido do namorado para "complementar e renda". E os amigos acobertam.
A questão é que quando estamos juntos, ou nos dedicando à nossa religião, ele é uma pessoa completamente diferente. Dócil, carinhoso demais. E eu me apaixonei por esse Thiago. Só que os demais pontos me chateiam demais e não sei como abordar isso. Sou muito inseguro por conta do meu antigo relacionamento e tenho medo de estar cometendo erros também e não enxergar (estou certo que nenhum dos meus erros são como os descritos acima).
No último sábado, dia da confusão com um dos amigos que exagerou na dose, quando tudo se acalmou, mas ele ainda estava alcoolizado, disse que me ama. Eu retribuí as palavras porque estou certo de que este é o meu sentimento - e não preciso estar bêbado para colocá-lo para fora.
Só que no meio de tudo isso eu estou com medo. Meus amigos falam para eu viver o momento e não me prender à hipótese de conhecer o Theo quando ele vier para São Paulo, ou eu ir pra a Bahia.
Estou me prendendo a essa possibilidade quase remota da vinda do Theo para cá?
Acham que devo ser sincero com o Theo, como sempre fui, e explicar para ele o que está acontecendo, mas tentando deixar as portas abertas?
Como posso expor o que me incomoda sem parecer uma tia mandona?
O fato de eu ter saído de um relacionamento conturbado me dá muito medo de entrar em outro tão pouco tempo depois - e no meio de uma pandemia.
Vivo o momento com o Thiago e deixo ver o que rola?
Agradeço muito se me ajudarem.
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2020.10.04 16:31 111DarkGuy A mulher que eu amo tá com outro cara e eu tô me sentindo um lixo.

Eu entrei pra vida "adulta" faz pouco tempo, e sinceramente minha adolescência não foi das melhores ou das mais bem vividas, então não tenho tanta experiência com relacionamentos.
Alguns anos atrás, eu conheci essa garota, ela é tudo de bom... amável, carinhosa, esperta, bonita, sei lá. É uma pessoa que eu admiro em diversos aspectos diferentes. Ela mora um pouco longe de mim, mas a gente meio que "clicou" imediatamente. A gente se aproximou muito rápido e sei lá, tava tudo dando certo, nós éramos basicamente namorados, só faltava a gente se assumir. Até que por algum raio de motivo que nem eu nem ela lembramos mais, a gente brigou. Ficamos um bom tempo sem nos falar. Reatamos contato esse ano, e eu, trouxa, me apaixonei por ela mais uma vez.
Bom, ela falou que não sente o mesmo, que não busca relacionamentos no momento, que talvez um dia, bla bla bla. Basicamente, eu tava sentindo mesmo que ela tava um tanto bloqueada comigo. Lembrando que tô resumindo muito a história pra não fazer um negócio gigante e muito detalhista. Enfim, eu conversei com alguns amigos meus e eles me ajudaram a perceber que talvez eu estava colocando a carroça na frente dos bois e sendo muito "juvenil" na minha abordagem. E parando pra pensar nisso, realmente, eu tava indo muito pra cima dela com essa de paixão, amor, namoro, mas sei lá, ela não tá bem com o emocional muito bom nos últimos meses pra isso, não é disso que ela precisa de mim, no momento.
Então eu falei "Ok, vou lidar com isso como adulto", chamei ela pra conversar e expliquei que eu acho que fui muito apressado e desengonçado na minha abordagem, que de agora em diante eu vou ser um amigo e um suporte pra ela, porque acho que ela precisa mais disso, no momento. Sugeri que ela fosse em um terapeuta (porque sinceramente, ela tá precisando), basicamente, falei que eu vou deixar esse meu sentimental em standby com ela, por enquanto, porque sinto que não é a hora. Ela me agradeceu, falou que sente que agora nós estamos sendo honestos um com o outro, que sente que o "bloqueio" que ela tinha comigo sumiu.
Aí ela disse que tá gostando de alguém. Inclusive, eles estão praticamente namorando. Eu sei lá, eu tava pronto pra deixar meus sentimentos de lado, mas essa notícia foi um baque muito grande... ela me disse isso, e eu aqui, me segurando pra não ter ciúmes, não ficar triste, pra sei lá, ficar feliz por ela. O cara em questão é conhecido meu também, ele não é babaca, não vai tratar ela mal. Mas manos... Eu não consigo me impedir de querer que esse relacionamento dela dê errado... Eu to me sentindo extremamente culpado, e é horrível esconder isso dela, mesmo sabendo que é o melhor a se fazer, pra não gerar briga e tal. Eu me propus a agir como adulto nessa situação e não ficar com esse tititi adolescente de "Ah, eu gosto dela mas ela gosta de outro", mas caramba, é um negócio que dói demais.
Bem, por enquanto os dois estão só "se conhecendo", não têm nada sério ou coisa do tipo, mas eu to percebendo que isso vai pra frente e tal... E eu não posso, nem devo fazer nada a respeito disso. Basicamente, eu perdi essa. Como praticamente tudo na minha vida amorosa até agora, eu perdi kk e eu to extremamente mal.
Então é... agora eu tô todo fragmentado aqui, metade de mim quer que ela seja feliz, quer estar lá por ela se ela precisar, quer acompanhar a jornada dela na vida mesmo que só como um amigo. A outra metade quer só que aquele relacionamento dela dê errado, que a vida me dê uma chance que seja de fazer ela feliz, eu, sozinho. E eu sei qual é o jeito certo e qual o jeito errado de agir, mas agir do jeito certo é MUITO difícil e sinceramente, dos dois jeitos eu vou me machucar bastante.
Tem muita coisa dessa história que eu não contei por preguiça e por não querer encher demais de texto, eu também não sou livre de problemas emocionais (mas diferente dela, eu estou na terapia e me cuidando e tal), mas o ponto é que eu devo MUITO a essa garota por coisas do passado. Não é só uma random que eu consigo simplesmente superar e seguir em frente, é muito, muito complicado. Eu real me apaixonei pesadamente por ela e "superar" isso vai ser um processo difícil, demorado e doloroso, se não impossível.
Enfim, obrigado pros 5 que lerem isso, é nóis galera.
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2020.10.03 20:41 iGuest1 Pais tratam me como uma criança e esquecem se que já não o sou há muito.

Antes de mais, quero dizer que os meus pais são excelentes pessoas e que eu os amo muito. Não são perfeitos, mas sei que eles também me amam muito. O problema é que parece que eles se esquecem que eu já tenho 19 anos e que gostava de poder ter novas experiências para além de faculdade e estudar. Talvez seja por que sou menina ou porque eles têm origens religiosas e conservadoras, mas eu sinto que não consigo "crescer" à velocidade que outros da minha idade. Eu sou uma pessoa bastante insegura e estou a tentar trabalhar nisso, mas não ajuda quando tenho de fazer tudo às escondidas, como se estivesse a cometer um crime. Gosta de poder namorar à vontade sem ter de esconder, sair mais vezes sem ter de implorar e de estar constantemente a dizer onde estou. Não tenho problema em dar justificações uma vez que dependo deles monetariamente e que estou na faculdade, mas gostava que eles se a percebessem que eu já tenho 19 anos e que ter um namorado é normal. Vejo os meus amigos levando as namoradas/namorados a casa e eu nem posso deixar o garoto que eu gosto me leve a casa com medo que eles vejam. Não sei o que fazer. Tento falar com a minha mãe aos poucos e tento explicar este ponto de vista ou não lhes digo nada? Isto não ajuda mesmo nada os meus problemas de insegurança... Só gostava de poder ser livre como os outros.
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